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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Carro Amaldiçoado de James Dean.

O Carro Maldito (revista Incrível n° 37 de novembro de 1995, texto de Roberto Muggiati)
A breve e brilhante carreira de James Dean foi violentamente interrompida por um incidente fatal em 1955, ao volante de um carro amaldiçoado, que ainda fez várias vítimas após a morte do astro.
(...) No dia em que acabaram as filmagens de Giant,19 de setembro, Jemes Dean foi correndo comprar o carro de seus sonhos, uma Porsche Spyder prateada, carroceria de alumínio, atingindo 250 km/h ... e o preço de US$ 7 mil.
(...)
Ás 17 h 45 min, com o sol baixo atrapalhando a visão, ele batia de frente num Ford seda. O mecânico Wutrerich foi projetado para fora do carro e escapou com um braço fraturado. Dean morreu na hora, com o pescoço quebrado.
Previsões sinistras
Nos dias anteriores, m astral negativo já cercava Dean e o carro. A 23 de setembro ele encontrou o ator Alec Guinness à porta de um restaurante de Hollywood e o convidou a conhecer a Porsche. Guinnes conta que uma estranha força o impeliu a dizer a Dean: “Por favor, não corra neste carro, senão dentro de uma semana você estará morto”. O especialista que preparava a Spyder para a corrida, George Barris, enfrentou vários problemas. Uma porta do carro fechou-se acidentalmente e esmagou o dedo de um mecânico; outro mecânico cortou o dedo mexendo no motor. (Parecem cenas de Christine/ O Carro Assassino, filme baseado na história de Stephen King em que uma Plymouth 58 é dotada de poderes demoníacos).
A crônica de horrores da Spyder de Dean não acabou com sua morte. Os restos do carro forma comprados por George Barris porUS$ 2.500. Ele conseguiu salvar os pneus, a transmissão e boa parte do motor.
Sucessão de incidentes
Dias depois, dois médicos fanáticos por corridas – os Drs. William Eschrich e Carl McHenry – compraram estas partes e instalaram-nas em seus carros. A Porshe de McHenry captou e o matou. O carro de Eschrich bateu contra uma árvore e ele sofreu ferimentos graves. Dois dias depois, outro piloto de Porsche, que havia compradoos pneus de Spyder de Dean, morreu numa prova automobilística.
Um fã de pernas quebradas
Com a morte deJames Dean, a Warner entrou em crise. Tinha dois filmes de um ator morto para lançar e não sabia como o público os receberia. No final de outubro, Juventude Transviada entrava em cartaz e era um estrondoso sucesso. No primeiro ano da morte de Dean, o estúdio recebia 5 mil cartas de fãs do mundo inteiro. Estimulado pelo carisma do ator. George Barris passou a exibir o carro em mostras itinerantes por escolas dos EUA. Numa destas exposições, o carro desceu do estande e quebrou as pernas de uma fã, vestido e penteado no estilo Dean. No mesmo ano, 1959, em Fresno, um incêndio destruiu o posto de gasolina em que o carro estava guardado. Semanas depois, perto de Salinas, o caminhão que o transportava bateu e a Porshe foi jogada em cima de um táxi, esmagando um motorista. Tempo depois, na estrada de novo, o carro quebrou-se em dois dentro do caminhão que o transportava. O pedaços caíram na estrada, causando um acidente fatal. Passado um mês, a Porsche partiu-se em onze pedaços em Nova Orleães. Em 1960, Barris resolveu desistir. Colocou a Porsche num container selado e o embarcou por trem, acompanhado por uma equipe de detetives da agência Pinkerton. Cinco dias mais tarde, quando abriu o container selado em Los Angeles, a Porsche Spyder havia sumido para sempre.


A sucata do arquiduque
A história macabra da Porsche de James Dean remonta a época mais antigas. Especialistas em sinistrologia automobilística a vinculam ao carro em que viajava o Arquiduque Francisco Ferdinando da Austrália quando foi assassinado em Saravejo em1914, no atentado que deu inicio à Primeira Guerra Mundial e a todo um século de morticínio. O automóvel – uma Graf & Sift cm madeira de mogno, tapeçaria Aubusson e lâmpadas de cristal veneziano – foi herdado pelo General Emil Potiroek que morreu pouco depois de dirigi-lo pela primeira vez. Depois de mataros nove proprietários seguintes, o carro foi parar, em 1935, num museu de Viena. Em 1944, o museu foi destruído por bombas aliadas. O Dr. Karl Unster, da Universidadede Viena, conseguiu reconstruir a pista dos restos do carro até um ferro velho de Stuttgart. A sucata deste ferro velho foi toda comprada depois da guerra... pela companhia automobilística Porsche.

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