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Serial Killers:Richard Ramirez

A história de Richard Ramirez


Nascido no Texas, no último dia de fevereiro de um ano bissexto, Richard Ramirez era o caçula de 5 irmãos. Era quieto; seus pais, pobres trabalhadores, imigrantes vindos do México. O pai às vezes batia nos filhos, especialmente porque cometiam pequenos delitos. Richard tinha medo dele e às vezes ficava fora de casa, ia passear no cemitério, ocasionalmente passava a noite lá. Mas também é contado que, apesar disto, formavam uma família relativamente unida, e Richard Ramirez era amado. A mãe era católica e tentava educar os filhos nesta religião.

Ainda criança, Richard Ramirez começou a ter crises convulsivas, mas que posteriormente cessaram.

Por uma época, Richard Ramirez teve bom desempenho escolar. Depois, passou a não ir muito à escola – preferia jogar em fliperamas.


Richard Ramirez iniciou cedo o uso de maconha e os furtos, sendo capturado algumas vezes.

Tinha um primo, “Mike” (Miguel Valles), que voltou da Guerra do Vietnã, e mostrava-lhe fotos dele mesmo torturando inimigos, ou de mulheres que estuprou, ou mesmo de pessoas que matou, dizendo que isso o fazia como um Deus. Mike também ensinava Richard Ramirez a caçar.

Um dia a esposa de Mike começou a reclamar dele, que ele deveria arrumar um emprego etc. Mike pegou sua arma e deu um tiro nela, no rosto, e ela morreu. Richard Ramirez tinha 13 anos nesta época e disse, depois, que provou o sangue dela, e que sentiu uma conexão quase mística com esse crime. Já Mike teria se matado algum tempo depois.

A mãe de Richard Ramirez o colocou no catecismo. Depois das aulas, ele ia pesquisar sobre o Diabo. Desenhava o pentagrama no corpo.

Aos 18 anos, Ramirez foi para a Califórnia, com seus dentes podres – diz-se que deixou apodrecerem por provocação.

Lá, começou a roubar coisas maiores, foi preso duas vezes por roubo de carros, outras vezes por posse de maconha. Também usava cocaína e bebia com freqüência.

O álbum “Highway to Hell”, da banda de rock australiana AC/DC, era o seu favorito. A música “Night Prowler” fala de um invasor noturno, que fica na sombra.

Richard Ramirez, serial killer


Los Angeles. 28 de junho de 1984. Jennie Wincow, 79 anos. Estuprada, espancada, assassinada, quase degolada. O bandido roubou alguns objetos.

A imprensa o apelidou de “The Night Stalker” – algo como “O caçador noturno” ou “O molestador noturno”… (às vezes o chamavam também de “Midnight Stalker”)

(San Francisco. 20 de março. Duas irmãs, de 70 e 50 anos, assassinadas, com facadas. Pode ter sido um crime dele.)

17 de março de 1985. Maria Hernandez estaciona seu carro na garagem. Richard Ramirez sai de trás de uma pilastra, todo vestido em preto, armado, e atira. Ela cai. Ele segue em direção ao condomínio dela. Mas a bala havia batido nas chaves que ela tinha nas mãos, e não causou-lhe mais que uma pequena lesão. Contudo, o tiro dado à queima-roupa na cabeça de Dayle Okasaki, 33 anos, poucos segundos depois, foi fatal. Na mesma noite, em outro local, atirou várias vezes na chinesa Tsai-Lian Yu, de 30 anos, que foi encontrada ainda viva, mas morreu pouco depois.

20 de março. O serial killer Richard Ramirez, “The Night Stalker”, mata uma criança de 8 anos.

27 de março. O casal Zazzara tem sua casa invadida, enquanto dormem. São assassinados. Ele, rapidamente, com tiro. Ela foi mais agredida, após a morte. Seus olhos foram arrancados. No seio esquerdo, um “T” feito à faca. E muito mais lesões no rosto, pescoço, barriga, região genital. Ele, 64 anos, tinha uma pizzaria. Ela, 44, era advogada. Objetos foram levados da casa.

14 de maio. A casa de um mais um casal, de idosos, é invadida. O senhor e a senhora Wu foram mortos. Ele, com tiro na cabeça (não morreu na hora, só depois). Ela apanhou. O invasor pediu dinheiro. Depois estuprou a mulher de 63 anos. E foi embora.

O serial killer estava frenético.

29 de maio. A casa de uma senhora de 83 anos, que cuida da sua irmã de 80 anos, inválida, é invadida. Um martelo faz o trabalho assassino. Na coxa de uma, um pentagrama desenhado com um batom. Richard Ramirez tentou estuprar a mais velha. Ela morreu. A “mais nova” foi encontrada ainda viva.

30 de maio. Richard Ramirez entrou na casa de Ruth Wilson, de 41 anos. Pegou seu filho de 12 anos como refém e pediu dinheiro. Ela entregou-lhe uma jóia de valor – um colar de ouro e diamantes. Então ele trancou o garoto, imobilizou a mulher e a estuprou e sodomizou. Não a matou. Até mesmo afrouxou as amarras no punho dela, ao ver que estavam muito apertadas, e a cobriu com uma peça de roupa antes de liberar seu filho do closet e deixar os dois amarrados juntos, antes de partir.

27 de junho. Richard Ramirez estuprou uma garota de seis anos.

Nas semanas seguintes, várias pessoas foram atacadas. Muitas, idosas. Com uma, tentou o estupro e a sodomia, mas não teve ereção. Ficou nervoso, gritou, mas a deixou viva.

Em agosto, Richard Ramirez deixou escrito, com batom, “Kack The Knife”, em uma casa (além de ter desenhado o pentagrama). Descobriu-se posteriormente que a expressão veio de uma música, “The Ripper”, da banda de heavy-metal Judas Priest. A mulher, apesar do tiro na cabeça, sobreviveu, inválida. Seu marido, curiosamente chamado “Peter Pan”, morreu.

As descrições dos sobreviventes destes ataques eram semelhantes: um homem hispânico, alto, cabelo um pouco grande, vestido de preto.

Um homem, dono de hotel, foi à polícia dizendo que conhecia alguém que correspondia às descrições, um hóspede. No último quarto em que ele ficou, havia um pentagrama desenhado.

Enquanto isto, o serial killer Richard Ramirez continuava a agir. Em um ataque, em 24 de agosto, estuprou duas vezes a mulher, e ordenou que ela jurasse que amava Satã, várias vezes. Depois, ainda a forçou a fazer sexo oral nele, coisa que ele vinha repetindo nos últimos ataques. Foi embora e não atirou nela, ao contrário do que fez com seu noivo. A placa do carro em que ele fugiu foi anotada. A polícia descobriu ser roubado, o localizou e passou a observar. Mas o assassino não voltou a utilizá-lo. Porém, uma boa impressão digital foi encontrada no carro. Descobriu-se que pertencia a Ricardo “Richard” Ramirez. Sua foto foi publicada em jornais.

Richard Ramirez é pego
Finalmente Ramirez foi capturado, no final do mês. Tentando roubar um carro, o dono entrou em luta com ele. Ele tentou roubar outro, na mesma vizinhança e, na confusão armada, vizinhos aparecendo, ele foi reconhecido e a polícia foi chamada. Ramirez tenta fugir, correndo, mas os homens saem atrás dele. Nisso, ele pára. Eles também param, perto dele. Richard Ramirez mostra a língua para eles. E sai correndo novamente…

No quarteirão seguinte, enfim eles o pegam. Pouco depois, a polícia chega.

Richard Ramirez foi acusado, inicialmente, de 15 mortes. Além de tantos outros crimes.

Muitos advogados públicos recusaram o caso. Sua família contrata dois para o defender. Logo no começo da preparação para o julgamento, em 87, ele levanta sua mão em uma audiência e solta um “Hail, Satã!”

Muitas mulheres compareciam e queriam vê-lo, achando-o bonito. Muitas outras diziam acreditar na sua inocência. Os advogados faziam inúmeras manobras legais para adiar o julgamento. Enquanto isso, Ramirez ficava tamborilando na mesa e balançando a cabeça, como se ouvisse seus rocks, ainda preferindo vestir-se de preto.

O juiz resolveu finalmente começar o julgamento, em julho de 88, apesar dos apelos dos advogados. A previsão era de que o julgamento pudesse durar mais de um ano! Para achar 12 jurados aptos a isto, centenas de pessoas tiveram que ser entrevistadas, e isto levou mais um bom tempo. Enquanto isto, Richard Ramirez passou a usar óculos escuros. Seu cabelo estava maior.

Julgamento de Richard Ramirez
1989. Janeiro. Finalmente a acusação começa. Isso dura meses. Descobre-se que Ramirez, na época dos crimes, talvez estivesse tentando ficar mais bonito: esteve fazendo tratamento dentário. Garotas de preto apareciam todos os dias na corte.

Os jurados levaram dois meses deliberando. Neste tempo, uma das fãs de Richard Ramirez foi assassinada – pelo namorado, que suicidou em seguida. Quando foi anunciar-se a decisão, Ramirez saiu de sua cela, fez o tradicional gesto com os dedos indicador e mínimo e disse: “Mal!”. E disse não ter medo da morte. “Estarei no Inferno. Com Satã!”. E, realmente, a pena foi esta, anunciada em novembro – 19 condenações à morte, na realidade.

Richard Ramirez disse à corte: “Vocês não me entendem. E não espero que entendam. Vocês não são capazes disto. Estou além das experiências de vocês. Estou além do bem e do mal.”.

“Legiões da noite, espécies da noite, não repitam os erros do invasor da noite e não tenham misericórdia. Eu serei vingado. Lúcifer esteja com vocês.”

E disse aos repórteres: “Encontro vocês na Disneylândia!”.

Ao chegar na prisão de San Quentin, perguntou onde estavam as mulheres. Avistou uma, fez o sinal com a mão. Ela o chamou de “Assassino!”. Ele sorriu…

Richard Ramirez ainda está vivo.
Serial Killers:Richard Ramirez Serial Killers:Richard Ramirez Reviewed by Thiago Cardoso on 18:44 Rating: 5

2 comentários

Unknown disse...

muito foda.
se baseando no meu post do manhunt,tente fazer todos os serial killers citados,vai ser muito foda
flw

Thiago Cardoso disse...

Eu sei,estou trabalhando com base naquele post do Manhunt e tambem de outros Serial Killers

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