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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Aparição no programa do Ratinho

EAi o que me diz?

Aparição no Museu Arqueológico de Nápoles



Fantasmas, espíritos, ectoplasma, aparições, fantasmas... póde chamá-los como quiser, mas nós somos realmente certo que há meia oculto? O último dos "mistérios italianos", o fantasma apareceu em uma foto tirada no Museu Arqueológico de Nápoles.
 

A aparência não era, dizê-lo, na medida em que o arquiteto Albarano observou o fantasma depois ampliado uma fotografia que tirou com o digital dentro do estaleiro onde ele estava fazendo a situação sobre o andamento dos trabalhos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Inseto é fotografado comendo filhote de tartaruga no Japão

Uma barata d'água foi fotografada comendo um filhote de tartaruga no Japão, no que foi considerada uma inversão pouco comum de papéis predatórios.

Grandes insetos da subfamília Lethocerinae são conhecidos por caçar pequenos vertebrados, incluindo peixes e sapos. Mas uma espécie particular já era conhecida por comer filhotes de cobras – e, agora, ficou comprovado que se alimenta até de tartarugas.

O pesquisador Shin-ya Ohba registrou o comportamento pouco comum durante uma coleta de amostras durante a noite na província de Hyogo, no centro-sul do Japão.

Em um texto publicado na revista científica Entomological Science, Ohba descreve a sua observação de um Kirkaldyia deyrolli comendo um filhote de tartaruga em um fosso próximo a uma plantação de arroz.

Usando as suas patas dianteiras, a barata d'água agarrou a tartaruga, enfiando o seu bico semelhante a uma seringa no pescoço da presa para poder se alimentar.
Anteriormente, Ohba já havia fotografado estes insetos comendo cobras.

"Todo mundo pensa que os insetos da subfamília Lethocerinae vivem de peixes e sapos. Embora comer tartarugas e cobras seja raro em condições naturais, (esta evidência) surpreende os naturalistas (por mostrar) hábitos alimentares vorazes", diz.

Rã do tamanho de uma criança de 8 anos é capturada na Malásia


A câmera de um telefone celular registrou a imagem de uma criatura "gigantesca": uma rã do tamanho de uma criança de 7 ou 8 anos (20 quilos). O chinês autor da foto disse que a rã estava na região de Gemencheh (Malásia).

Segundo ele, o animal foi capturado por um membro de uma tribo às margens de um rio local.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Em Busca de novos Autores

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domingo, 28 de agosto de 2011

Candle Cove

Creepypasta muito foda.
Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Candle Cove - Show infantil local?
Alguém se lembra desse programa infantil? Se chamava Candle Cove (enseada da vela), e eu devia ter 6 ou 7 anos. Eu nunca encontrei qualquer referência sobre ele, eu acho que foi exibido em uma estação local por volta de 1971 ou 1972. Eu vivia em Ironton naquele tempo. Eu não me lembro qual estação, mas eu me lembro que passava num horário estranho, tipo 04:00 da tarde.

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
parece muito familiar para mim ... .. eu cresci fora de Ashland e tinha 9 anos de idade em 72. Candle cove ... era sobre piratas? Lembro de uma marionete de pirata na boca de uma caverna conversando com uma menina

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
SIM! OK eu não sou louco! Lembro-me do pirata Percy. Eu meio que sempre tive medo dele. Parecia que ele era feito a partir de peças de outros bonecos, negócio de baixo orçamento. Sua cabeça parecia de uma boneca de porcelana antiga, parecia uma antiguidade que não pertencia bem naquele corpo. Eu não me lembro qual estação que passava! Embora não acho que foi na WTSF.

Jaren_2005 Jaren_2005
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Desculpe ressuscitar este tópico antigo, mas eu sei exatamente que programa que você quer dizer, Skyshale. Acho que candle cove foi ao ar por apenas alguns meses em 71, não, 72. Eu tinha 12 anos, e eu o assisti algumas vezes com meu irmão. Era no canal 58, mas sei lá de que estação que era. Minha mãe me deixava mudar para ele após o noticiário. Deixe-me ver do que mais me lembro.
Se passava na Enseada da Vela (Candle cove) e era sobre uma menina que se imaginava ser amiga com os piratas. O navio pirata era chamado de Laughingstock (Ridículo) e o Pirata Percy não era muito bom pirata, porque ele se assustava com muita facilidade. E havia música de um caliópe tocando constantemente. Não lembro o nome da menina. Janice ou Jade ou algo assim. Acho que era Janice.

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Obrigado Jaren! Memórias me inundaram quando você mencionou o navio Laughingstock e o canal 58. Lembro-me da proa do navio, era um rosto sorridente de madeira, com a mandíbula inferior submersa. Parecia que estava engolindo o mar e tinha aquela voz e risada terrível que lembrava aquele comediante Ed Wynn. Lembro-me particularmente quão chocante era quando eles mudaram o modelo de madeira / plástico do boneco, para a versão de espuma da cabeça falante.

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
ha ha eu também me lembro agora . ;) você se lembra skyshale desta parte: "... você tem... que ir ... pra dentro."

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Mike Ugh, eu tive um calafrio lendo isso. Sim, eu lembro. Isso é o que o navio sempre dizia ao pirata Percy, quando havia um lugar assustador que ele tinha que ir, como uma caverna ou um quarto escuro onde estava o tesouro. E a câmera focava no rosto do navio em cada pausa da frase. "VOCÊ TEM ... QUE IR ... PRA DENTRO." Com seus dois olhos tortos e aquela espuma vagabunda, ea linha de pesca que abria e fechava sua mandibula. Ugh. Parecia simplesmente tão barato e horrível.
Vocês se lembram do vilão? Ele tinha um rosto que era apenas um bigode acima de dentes altos e estreitos.

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Eu sinceramente, sinceramente pensei que o vilão foi Percy o pirata. Eu tinha cerca de 5 anos quando este show foi pro ar. combustível para pesadelos.

Jaren_2005 Jaren_2005
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Aquele não era o vilão, o boneco com o bigode. Esse era o ajudante do vilão, Horace o horrível. Ele tinha um monóculo também, em cima do bigode.Eu costumava pensar que isso significava que ele tinha apenas um olho.
Mas sim, o vilão era outro marionete. O Pega-Peles (Skin-Taker). Eu não acredito que deixavam a gente assistir aquilo na época!

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Jesus! Jesus! O Pega-Pele. que tipo de programa infantil estávamos assistindo? Eu realmente não conseguia olhar para a tela quando o pega-pele aparecia. ele simplesmente descia do nada em suas cordas de marionete, apenas um esqueleto sujo vestindo uma cartola marrom e capa. e seus olhos de vidro que eram grandes demais para seu crânio. Cristo todo poderoso!

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Não eram sua cartola e capa costuradas de forma meio doida? Era pra ser supostamente a pele das crianças?

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
sim eu acho que sim. lembro que sua boca não abria e fechava, seu queixo simplesmente movia pra frente e pra trás. Lembro-me da menininha perguntando "porque sua boca se move desse jeito?" E o pega-pele não olhou para a menina, mas para a câmera e disse: "PRA MOER SUA PELE"

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Estou tão aliviado que outras pessoas se lembram deste programa terrível!
Eu costumava ter essa lembrança horrível, um pesadelo que eu tinha. quando a musica da abertura acabava, a tela do programa ficava preta, e todos os personagens estavam lá, mas a câmera ficava apenas cortando a imagem para cada um dos seus rostos, e eles ficavam apenas gritando, e os fantoches e marionetes se contorcendo em espasmos, e apenas gritando, gritando. A menina estava gemendo e chorando como se tivesse passando por isso durante horas. Acordei muitas vezes desse pesadelo. Eu costumava molhar a cama quando eu o tinha.

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Eu não acho que era um sonho. Eu me lembro disso. Eu me lembro que isso foi um episódio.

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Não, não, não é possível. Não havia historia ou qualquer coisa, quero dizer, literalmente, eles ficavam lá chorando e gritando o programa todo.

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
talvez eu esteja fabricando a memória porque você contou isso, mas eu juro por Deus que eu me lembro de ver o que você descreveu. eles só gritavam.

Jaren_2005 Jaren_2005
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Oh Deus. Sim! A menininha, Janice, eu me lembro de vê-la tremer. E o Pega-pele gritando através dos seus dentes rangendo, sua mandíbula adernando tão selvagemente que achei que ia se soltar dos fios. Desliguei a TV e foi a última vez que eu assisti. Corri para contar ao meu irmão e nós não tivemos a coragem de ligá-la no programa novamente.

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove - Show infantil local?
Visitei hoje a minha mãe na casa de repouso. Perguntei-lhe sobre quando eu era pequeno no início dos anos 70, quando eu tinha 8 ou 9, e se ela lembrava de um programa de criança, chamado candle cove. Ela disse que estava surpresa que eu me lembrasse disso, e eu perguntei e ela porque, e ela disse: "porque eu costumava pensar como era estranho. Você dizia" eu vou assistir Candle cove agora mãe "e então você ligava a tv num canal qualquer que só tinha estática e chiados vazios, e começava a assistir uma tela chuviscada durante 30 minutos. você tinha uma grande imaginação com o seu pequeno show sobre piratas."

Augusto Victor

The Blind man

   Pequena creepypasta que eu achei,curta mais legal.
Em Berlim, após a Segunda Guerra Mundial, o dinheiro era curto, os produtos ficaram escassos, e parecia que todos estavam com fome. Naquela época, as pessoas estavam dizendo o conto de uma jovem que viu um homem cego escolher o seu caminho através de uma multidão. Os dois começaram a conversar. O homem lhe pediu um favor: "Poderia entregar essa carta no endereço do envelope?" - Bem, era no caminho para sua casa, então ela concordou.
Ela  começou a entrega da mensagem, quando ela se virou para ver se o homem cego precisava de mais alguma coisa, ela o viu correndo no meio da multidão sem seus óculos escuros ou sua bengala branca. Ela foi a polícia, que imvadiu o endereço no envelope lá encontraram pilhas de carne humana para a venda.
E o que havia no envelope? "Está é a última que vos envio hoje."


Augusto Victor

Casa de campo

Era uma noite de sexta-feira de inverno, o frio não era muito mas algumas pessoas usavam casacos pesados. Carol sentia o ar gostoso no rosto pela janela do carro, apesar de gostar mais de calor o frio a estava fazendo bem esse ano. Ela, seu marido Roger e o filho adolescente Alex estavam viajando para uma casa de campo que tinham alugado para passar o fim de semana.

“O que é aquilo?” – perguntou ele apontando para o horizonte.

“Não estou vendo nada.” – respondeu Carol.

“Acho que é uma pessoa andando na estrada, que coisa louca. Vou passar devagar para evitar que...”

Ele foi interrompido por um estrondo de algo se chocando contra o para brisa. Roger agiu rápido e freou com força, por alguns instantes perdeu o controle do carro que girou algumas vezes até parar.

Desceu do carro e correu em direção ao objeto com que ele havia chocado. Olhou pro chão e se deparou com um abutre nojento que já estava morto. Ele sentiu um calafrio estranho olhando o animal. Voltou para o carro, a mulher e o filho passavam bem e ninguém se machucou. O para brisa do carro estava todo trincado, mas era somente isso. Olhou novamente para onde havia visto a pessoa andando mas não viu nada.

Seguiram a viagem por duas horas até que chegaram ao lugar. A primeira coisa que os três notaram foram as árvores do lugar, elas não tinham folhas, era pura madeira.

“Lugarzinho tenebroso, nas fotos do site parecia muito melhor” – disse Roger olhando ao redor.

“Nossa, vamos embora ta me dando calafrio só de olhar pra esse lugar, dois dias aqui vão ser longos!” – exclamou Alex.

“Já pagamos pelo lugar agora vamos ficar, deixem de ser medrosos.” – Disse Carol já destrancando a porta da casa. “Se vocês não gostaram do lado de fora esperem até ver esse lixo, até eu quero ir embora.” – reclamou ela.

Roger entrou e entendeu a indignação da mulher, a casa por dentro fedia, a mobília velha e podre e as paredes estavam todas manchadas de tinta de cores diferentes. O piso era de cimento vermelho e todo rachado. Os três decidiram ir embora e entraram no carro que no momento da partida estourou alguma coisa no motor e saiu fumaça na frente do carro. O medo tomou conta dos três, de noite, no meio do nada e sem carro para sair dali era tudo que eles não queriam.

“Vamos descer estamos presos aqui pela noite, amanhã eu pego uma carona até a cidade mais próxima e procuro um mecânico.” – disse Roger já abrindo a porta do carro.

Depois de algumas horas de tédio todos foram dormir. No meio da noite Alex acorda e sente que alguém estava se deitando em sua cama, o escuro era total e não podia enxergar nada. Ele perguntou quem era, mas a pessoa ficou calada. Sentiu uma mão tocar seu rosto e ele se apavorou, o medo era tanto que ele não podia respirar, sabia que aquela mão não era de seus pais, mas estava com muito medo para reagir.

“Tão macia e limpa sua pele, isso vai acabar.” – disse a pessoa que estava deitada com ele.

Pela voz Alex percebeu que era uma mulher e muito velha. Ele sentiu a adrenalina subir e então acendeu vela do lado da sua cama. Quando se voltou para ver quem era a imagem o aterrorizou, a mulher era realmente velha, e no lugar dos olhos estavam somente os buracos. Alex gritou e segundos depois seus pais entraram no quarto. Eles viram a mulher na cama, Carol quase desmaiou e Roger gritava e tremia.
“Vamos sair da casa.” – gritou Roger.

Os três correram para a sala de entrada mas pararam quando entraram. Bloqueando a porta de saída estava a velha e dois homens mais jovens, também sem olhos e pele acinzentada, vestindo trapos velhos e sujos.

“O que vocês querem?” – Gritou Carol.

Um dos homes apontou para cima. Os três olharam e se viram pendurados no teto pelo pescoço, enforcados e mortos. Alex começou a chorar e abraçou os pais.

“Não tenha medo filho.” – disse o pai puxando uma corrente que tinha em seu pescoço.

Roger estendeu sua mão mostrando o pingente da corrente que usava. A velha gritou, sua boca abriu como se ela fosse engoli-los e do vazio onde seria seus olhos saia fogo. Os dois homens estavam grunhindo e correram para traz da velha que por sua vez continuava abrindo a boca.

Os três começaram a andar em direção à porta principal. Roger continuava com a mão estendida mostrando o pequeno talismã e os fantasmas iam se afastando na direção oposta. A velha soltou um berro de ódio e milhares de abelhas começaram a sair de sua boca rodeando a família, porém nenhuma foi capaz de tocá-los então Alex abriu a porta e saiu da casa.

“Meu Deus.” – exclamou o rapaz.

Quando todos olharam para fora puderam ver centenas de fantasmas, não eram pessoas más, eram prisioneiros dos fantasmas perversos que os atormentavam. Carol lamentou pelas almas mas não havia nada que pudessem fazer. Continuaram caminhando cercados de abelhas e espíritos até a cerca que dividia a casa com o resto do lugar, os três fantasmas sempre seguindo eles gritando e tentando alcançá-los. Quando passaram pela cerca o silêncio tomou conta do lugar, o único que escutavam vinha dos grilos e do vento. Olharam para trás e o lugar estava vazio, a única coisa que viram era seu carro.

“Deixa esse carro velho ai.” – disse Roger sorrindo para a mulher.

“O que é isso que você tem ai?” – perguntou Alex apontando a corrente do pai.

“Eu visitei uma tribo indígena com meu pai quando eu era criança, quando estava indo embora, o líder da tribo pediu ao meu pai que eu participasse de uma cerimônia. Meu pai deixou e eu dancei e comi com eles, no final ele me deu esse talismã de madeira e me disse que era um protetor de maus espíritos e que eu deveria usar sempre que saísse da cidade.

Enquanto saiam da propriedade dois olhos flamejantes os observavam pela janela de dentro casa. O único que a velha podia fazer era esperar por novos visitantes.

Quando chegaram à cidade mais próxima comentaram do acontecido com alguns dos moradores e eles disseram que aquela casa era de uma bruxa que foi queimada na fogueira pelos moradores da região a mais de trezentos anos atrás e seu espírito ainda continuava lá espalhando a maldade pelo lugar, ninguém se atreve a entrar lá então o local fica abandonado. Dizem que se você passa por lá de noite pode ver a velha bruxa dentro da casa te convidando para entrar.

How to kill a zombie?Canal do youtube de sobrevivência ao apocalipse

     Eaí galera,Blz?
    Dando uma olhada no youtube sobre alguns vídeos de zombies e etc,achei esse canal que tem vídeos de teste de armas para o apocalypse.Fica a dica pra quando o dia chegar:







Augusto Victor

Kuchisake Onna

Uma creepypasta japonesa.Muito Boa.
Kuchisake Onna é uma personagem do folclore de terror japonês. A imagem mais comum é de uma mulher muito bonita, com a região da boca coberta por uma máscara. É alta, de longos cabelos pretos e um casaco longo, geralmente armada com uma tesoura. A máscara esconde um grande corte que aumenta o tamanho da boca, indo praticamente de orelha a orelha. Segundo a lenda, ela teria sido esposa de um samurai, e devido sua beleza, era muito cobiçada por outros homens. Por esse motivo seu marido tinha muito ciúmes e temia que ela o traísse. E de fato ela o traiu. O samurai então muito nervoso ao descobrir a traição, ataca sua mulher cortando sua boca de ponta a ponta gritando: “E agora quem vai te achar bonita?!”
A partir daí começam as aparições. As pessoas falam que ela costuma aparecer em noites nubladas com uma máscara cirúrgica. Com esse disfarce ela consegue passar desapercebida já que no Japaõ é comum pessoas andarem com mascaras para evitar contaminação.
E então quando Kuchisake Onna pergunta para suas vítimas: “Watashi kirei?” Você me acha bonita? -, se a resposta é positiva, ela retira a máscara mostrando seu rosto deformado e pergunta: “E agora? Ainda me acha bonita?!”.  

sábado, 27 de agosto de 2011

O Fantasma da casa 666

História gigante,mas vale a pena ler tudo.


Só agora, depois de 30 anos, minha mãe revelou-me o mistério sobre a morte da senhora Margot. Por muito tempo, durante a minha infância, essa curiosidade me perseguiu. Dizem que os fantasmas da infância, diante dos problemas da vida adulta, costumam ser esquecidos, guardados em algum canto da mente. Falam também que a criança que fomos, a exemplo dos fantasmas, nunca morre, simplesmente fica escondida dentro de nós. Talvez por esse motivo, hoje, dia em que completo 42 anos, foi que, vasculhando as teias de aranha dentro da minha cabeça, encontrei a criança curiosa que um dia fui. Corri até a casa da minha mãe e repeti uma pergunta feita a três décadas: como morreu a proprietária da casa 666?

      Os moradores da rua temiam passar em frente aquele sobrado, principalmente à noite. Especulava-se que era comum ouvir-se gritos pavorosos ecoarem lá de dentro, cortando o silêncio e causando arrepios aos que, por ventura, passassem por aquela calçada. A velha casa abandonada tinha um aspecto realmente aterrador. Sua fachada, totalmente desgastada pelo tempo, mantinha algumas das inúmeras janelas. A maioria, no entanto, comida pelos cupins, não passava de espaços vazios por onde, segundo vários relatos, podia-se ver luzes de velas e sombras a passear lentamente pelos cômodos. Os mais antigos da vizinhança diziam ser a alma da senhora Margot que assombrava aquela casa. Sendo eu muito curioso, certa vez perguntei a minha mãe como tinha morrido a senhora Margot. Em vez de matar a minha curiosidade, deixou-me ainda mais confuso a frase que recebi como resposta:

      — É uma história muito triste para se contar a uma criança.

      Tentei insistir e fui ameaçado com uma boa surra, caso não esquecesse o assunto. A curiosidade, a partir daquele dia, transformou-se em obsessão. Estava decidido a descobrir, a qualquer custo, as circunstâncias que levaram à morte a senhora que habitara aquele sobrado assustador. Aos meus doze anos de idade, não me considerava mais uma criança. Dizia para mim mesmo, como se querendo convencer-me: eu sou um homem e, como tal, vou desvendar todo esse mistério. Saí a perguntar a todos que encontrava e as respostas não eram muito diferentes daquela dada pela minha mãe. Faziam suspense ou simplesmente mudavam de assunto. Acabei recebendo a surra prometida quando minha mãe ficou sabendo da inquisição que andava a fazer aos quatro cantos.

      — Esqueça este assunto de uma vez por todas!

      Fiquei de castigo por cinco dias, mesmo depois de ser obrigado a prometer que não mais tocaria no assunto. Após a curta reclusão, que me pareceu quase eterna, a curiosidade sobre a morte de dona Margot continuava a me atormentar. Fui recebido com vaias pelos meus amigos da rua: Vado, Cabeção, Dumbo, Leitão e Caju. Era costume da turma reunir-se em frente à casa do amigo que estava de castigo e dar-lhe uma sonora vaia no dia que este, absolvido da pena, colocasse a cara na rua. Sentir na pele essa humilhação não foi nada agradável, porém não podia reclamar. Principalmente eu, que costumava puxar o coro e fazer grande algazarra quando um colega castigado era colocado fora da gaiola. Mesmo assim, para não ficar inferiorizado diante dos amigos, tentei justificar-me.

      — Vocês ficam de castigo por bobagens: você, Cabeção, ficou dez dias sem assistir televisão porque quebrou a bonequinha da irmã. Também! Foi brincar de boneca, né? Você, Leitão, foi comer o pudim ainda quente que a vovó preparou e passou 15 dias sem direito à sobremesa. Vocês, por acaso, sabem por que fui castigado? Coisa séria, problema de homem e não coisinhas de crianças como vocês.

      Depois dessa minha explanação, tudo que consegui foi uma segunda e ainda mais sonora bateria de vaias. Fiquei realmente furioso e, num momento infeliz, lancei um impensado desafio:

      — Qual de vocês tem coragem de entrar comigo, à noite, no antigo sobrado da senhora Margot?

      Uma dezena de olhos assustados arregalaram-se à minha frente. Ficaram por alguns segundos em silêncio até que, com voz trêmula, Caju devolveu-me, em lugar de resposta, outra interrogação:

      — Você tem essa coragem?

      Diante dessa simples pergunta foi que percebi a situação complicada em que me encontrava. Como poderia responder negativamente? Não foi minha a idéia de transpor os portões da casa 666? Estava, realmente, sem saída e respondi:

      — Mas é claro que tenho coragem. E vai ser ainda hoje.

      Não sei onde arrumei tanta convicção. Entrar naquela casa sozinho, à noite? Nem os adultos tinham coragem, mesmo durante o dia. Olha só o tamanho do problema que arranjei. Na esperança de arrumar companhia para minha louca aventura, voltei a desafiar:

      — Vocês são todos covardes. Afinal, quem é homem para ir comigo?

      O silêncio da falta de resposta doía em meus ouvidos, causando-me grande angústia. Resolvi pegar pesado e mexer com o brio da turma.

      — Vocês são um bando de menininhas medrosas. Afinal, quem vai comigo?

      Foi quando uma voz estranha, vinda do outro lado da rua, se fez ouvir.

      — Eu tenho coragem! Eu vou!

      Assustados, já estávamos nos preparando para correr quando percebemos que era apenas o Aluado, um menino muito estranho que morava na rua. Seu verdadeiro nome era Vitor, porém o apelidamos de Aluado pelo seu jeito débil. Tinha problemas mentais e era discriminado pelas outras crianças que, considerando-o muito bobo, negavam-se a brincar com ele. Morava com uma tia velha que também era meio louca. Costumavam passar os períodos de lua cheia trancados em casa. Por esse motivo chamávamos a casa deles de Toca dos Aluados. Eu, a exemplo da criançada, também não nutria simpatia por ele. Porém, ao ouvi-lo se prontificando a me acompanhar em minha aventura, agarrei-me àquelas palavras como um náufrago a uma tábua de salvação. Vi, na figura do Aluado, a minha esperança de convencer os outros a irmos, todos juntos, tentar encontrar pistas que ajudassem a matar a curiosidade em torno da morte da senhora Margot. Disparei então meus argumentos:

      — Estão vendo, menininhas? Até mesmo o Aluado, que vocês tanto discriminam e chamam de bobão, tem mais coragem que vocês.

      Sentindo-se humilhado, Vado, o mais velho e também mais forte da turma e, por essa razão, detentor da liderança no grupo, decretou de forma nada democrática:

      — Vamos todos juntos. Quem não for, vai se ver comigo.

      Uma ordem de Vado era lei; ninguém tinha coragem de enfrentá-lo. Principalmente depois do dia em que ele, sozinho, numa briga feia, enfrentou e venceu quatro meninos que moravam numa rua paralela a nossa. Assim sendo, a turma preferiu enfrentar o fantasma da casa 666 a enfrentar Vado. Esperamos, assustados, o anoitecer que se aproximava. Reunimo-nos em frente àquele sobrado e, mesmo tentando disfarçar, os semblantes deixavam transparecer o receio que tínhamos em estar ali. O único que não demonstrava qualquer tipo de preocupação era o Aluado. Na verdade, parecia estar muito feliz em participar daquela aventura ao lado da turma, já que sempre fora renegado. Era tanto o seu entusiasmo que, aproveitando um momento em que a rua estava vazia, foi o primeiro a pular o alto portão frontal da casa. Não nos restou alternativa e, um a um, saltamos para dentro dos muros daquele sobrado. O mato tomava conta de todo o espaço que, no passado, fora um imenso jardim. Repentinamente, um vento forte soprou derrubando a porta principal. Nesse momento, todos se olhavam assustados e quase retornamos correndo. Porém, Vado, como sempre, democrático, falou energicamente:

      — Daqui ninguém sai.

      À frente daquela trêmula fila, ia Aluado, segurando uma lanterna. Na retaguarda, vinha o Vado para garantir que ninguém fugiria e, entre os dois, eu, Cabeção, Caju, Leitão e Dumbo, totalmente apavorados. Com uma coragem impressionante, talvez pela sua insanidade, Aluado ultrapassou a porta da frente, penetrando na sala principal. Já nos dirigíamos à escada de acesso ao primeiro andar quando, vinda, não se sabe de onde, uma voz tenebrosa pronunciou, claramente, aos nossos ouvidos:

      — Eu queeeero meus anéeeeeis!

Senti o meu sangue gelar naquela hora, principalmente quando olhei para trás e percebi que Vado não mais estava lá. Foi o primeiro a correr, gritando desesperadamente. A exemplo dele, todos sumiram em alta velocidade. Eu, particularmente, não sei como saltei com tamanha rapidez e agilidade o alto muro que há pouco havia me oferecido tanta dificuldade em transpô-lo. Aquela correria desenfreada só teria fim na pracinha do final da rua, onde nos encontramos e, sem fôlego, não conseguíamos sequer falar. Todos afirmavam ter ouvido, claramente, aquela voz que dizia querer seus anéis. Porém, ninguém tinha a mínima idéia de que anéis se tratava. Mal tínhamos nos refeito do susto, quando Dumbo, quase sem voz, deixou-nos preocupados ao perguntar:

      — Onde está Aluado?

Nesse momento, demo-nos conta de que nenhum de nós viu Aluado pular aquele muro de volta para a rua. Teria ficado dentro da casa? A preocupação aumentava pois sabíamos que algo precisava ser feito. Tive então a idéia de irmos perguntar à tia dele. Talvez ele tivesse corrido para casa. Ninguém concordou, achando que seria muito suspeita essa atitude, já que nunca procuramos por ele antes. A maioria resolveu que o melhor era ficarmos calados e aguardar o aparecimento de Aluado. Como já estava ficando tarde, decidimos retornar para nossas casas. O remorso tomava conta de mim. Sentia-me responsável pela ida do Aluado àquela casa e, conseqüentemente, sentia-me responsável por ele. Meu remorso transformou-se em angústia quando, pela janela do meu quarto, percebi que a tia velha do Aluado ganhava a rua a gritar pelo seu sobrinho:

      — Vitor, onde você está?

      Subia e descia a rua desesperada a ponto de chamar a atenção de todos. Algumas pessoas, solidárias àquela senhora, reuniram-se em coro a chamar pelo Vitor e nada do Aluado aparecer. Meu sentimento de culpa aumentava a cada minuto. Como poderia, sabendo de toda a verdade, esconder daquela senhora, já em prantos, o paradeiro do seu sobrinho? Em contrapartida, como poderia contar o que sabia sem denunciar a invasão realizada por mim e meus amigos àquele antigo sobrado? Era doloroso ouvir os gritos desesperados daquela senhora, mas, definitivamente, não poderia trair o pacto de silêncio da turma e muito menos expor minha própria pele às surras de cinto da minha mãe. Porém, tinha consciência de que algo deveria ser feito. Pensando assim foi que resolvi escrever um bilhete anônimo, relatando o suposto paradeiro do Aluado.

       No silêncio da noite, quando todos já haviam se recolhido, saltei a janela do quarto e, cuidando para fazer o mínimo de barulho possível, caminhei até a "Toca dos Aluados". Lá chegando, fiz passar o bilhete por baixo da porta. Cheguei a ouvir os soluços daquela senhora a sofrer dentro da casa. Voltei para o meu quarto apressado, no entanto, tive o cuidado de, antes de entrar em casa, jogar uma pequena pedra no telhado da tia do Vitor no intuito de chamar sua atenção. Até esse momento, tudo funcionava exatamente como planejei. Apaguei a lâmpada do quarto e fiquei de vigília. A ansiedade tomava conta de mim quando, de súbito, percebi que a luz interna da casa se acendera para, logo em seguida, ver a tia Aluada abrir a porta e sair em direção a casa mal assombrada. Portava em uma das mãos uma folha de papel que deduzi ser o meu bilhete. Na outra mão, levava um objeto que parecia ser uma pequena caixa. Estranhamente, ela não mais gritava pelo nome do sobrinho. Contrariamente a momentos atrás, parecia fazer questão do silêncio, como se não quisesse ser notada. Olhava desconfiada para todos os lados, atravessando a rua sorrateiramente. Parou em frente ao portão da casa 666 e, ignorando o meu olhar perplexo, tirou de um dos bolsos um molho de chaves e passou a experimentá-las na enferrujada fechadura. É claro que ela não vai conseguir, pensei comigo mesmo. Como ela poderia ter uma chave que abrisse aquele portão? A possibilidade, pelos meus cálculos, era uma em milhões. Porém, a minha perplexidade chegou ao extremo ao ver, boquiaberto, pela primeira vez em minha vida, aquele portão ser descerrado. Lentamente, a tia Aluada puxava aquela imensa estrutura que, parecendo querer denunciá-la, fazia ecoar um triste rangido metálico no silêncio da noite. Admirado com a coragem daquela mulher, vi quando adentrou àquele lugar assustador. Fiquei na expectativa de vê-la sair correndo, a exemplo do que acontecera comigo e meus amigos. Os minutos que se seguiram foram angustiantes para mim. Um silêncio ensurdecedor ofendia meus ouvidos. Esperei o que me pareceu uma eternidade para, em lugar de uma fuga alucinada, testemunhar o tranqüilo retorno daquela senhora. Tamanha foi a minha felicidade ao perceber que, conduzido pela mão, trazia seu sobrinho Aluado. Ver aqueles dois atravessarem a rua, abraçados, foi como tirar um imenso fardo das minhas costas. Porém, na minha cabeça curiosa, nem tudo estava resolvido. O que teria acontecido lá dentro? O que era aquele objeto que a tia Aluada levou para o sobrado e não mais portava quando da sua saída? Só mesmo o sono, altas horas da madrugada, veio a encerrar meus questionamentos. Adormeci remoendo planos: amanhã irei investigar. Vou descobrir tudo.

      Acordei pela manhã mais cedo que de costume. Cheguei a deixar minha mãe desconfiada.

      —O que você andou aprontando ou pretende aprontar?

      Minha querida mãe, com toda a razão, sempre desconfiada; era capaz de perceber, em meus olhos de menino traquinas, a iminência de uma travessura. Na verdade, a vontade que eu tinha era de correr até a casa do Aluado e perguntar sobre o acontecido na noite anterior. Mas como fazer isso sem levantar suspeita? Decidi então que esperaria a oportunidade de encontrá-lo na rua. Reuni a turma e comuniquei o retorno do Aluado. Contei-lhes que vi quando ele voltou para casa em companhia da tia. Omiti, porém, tê-la flagrado entrando na casa 666, temendo passar por mentiroso. Reconhecia que era uma estória difícil de acreditar. Passei o resto do dia em frente à "Toca dos Aluados" na esperança de ver o Vitor e esclarecer minhas dúvidas. Quando anoiteceu, vi surgir, no fim da rua, uma enorme lua cheia. Sinal de que o Aluado passaria os próximos dias sem botar a cara na rua. A minha presença constante à frente daquela casa chamou a atenção da tia do Vitor que, sentindo-se incomodada, foi reclamar com a minha mãe que eu estava a observá-la. Levei nova surra de cinto e, para completar, fui colocado 15 dias de castigo, sem sair de casa. Não sei como consegui passar todo aquele tempo em companhia de tanta curiosidade. Quando, finalmente, acabou o meu período de reclusão, um novo acontecimento me pegou de surpresa: os moradores da "Toca dos Aluados" mudaram-se da rua; sumiram sem deixar pistas. Ouvi comentários de que teriam partido às escuras. Senti-me condenado, portanto, a passar o resto da vida sem saber o que havia acontecido durante o resgate do Aluado pela sua tia, na noite em que entramos na casa mal assombrada. Algumas semanas depois, o velho casarão foi demolido e, em seu lugar, construíram uma igreja evangélica. A casa em que o Aluado morava, a exemplo do velho sobrado, também foi vendida e transformada em uma escola. Causou-me estranheza o fato de a tal escola pertencer à igreja que ocupou o terreno da antiga casa 666. Com a destruição daquele velho imóvel, a minha esperança de desvendar a morte da senhora Margot também pereceu.

      Com o passar do tempo, minha alma de criança perguntadora acalmou-se. Tornei-me adulto e acreditava ter exorcizado, para sempre, meu espírito infantil. Eis que justamente hoje, no meu 42º aniversário, ganho, de presente, os fantasmas da infância embrulhados na revelação do mistério sobre a morte da senhora Margot. Minha mãe contou-me que a dona Margot era uma senhora que, apesar da idade avançada e seus muitos quilos, trazia no rosto traços de uma mulher muito bonita. Muito vaidosa, adorava andar bem vestida e coberta de jóias. Parecia ter preferência por anéis, já que sempre trazia os gordos dedos repletos deles. Eram todos muito caros, feitos de ouro e cravejados com pedras preciosas. Com o falecimento do seu marido, sentiu a necessidade de arranjar companhia. Resolveu alojar, em sua casa, um menino que afirmava ser seu sobrinho. A criança aparentava uns 9 anos e, proibida por dona Margot, quase nunca saía de casa. Só era vista na rua quando, sob ordens, ia comprar alguma coisa na mercearia da esquina, voltando rapidamente para casa. Apesar de ser um menino obediente, dona Margot costumava castigá-lo ou, até mesmo, aplicar-lhe pesadas sovas. Nessas ocasiões, seus berros podiam ser ouvidos por toda a vizinhança. Trazia em seu rosto muitas marcas, que os vizinhos especulavam serem causadas pela pesada mão da viúva repleta de anéis. Toda a rua ficou horrorizada quando, numa manhã, ouvindo gritos de socorro vindos da casa 666, alguns moradores a invadiram e se depararam com uma cena horrível: dona Margot caída ao pé da escada, totalmente ensangüentada. Seus braços e pernas apresentavam fraturas expostas. E, em suas mãos, ausência total dos dedos. Todos foram decepados e levados, juntamente com seus preciosos anéis. A viúva deixava a todos perplexos pelo fato de, com tantos e tão sérios ferimentos, não demonstrar preocupação com o seu estado gravíssimo. Repetia exaustivamente uma única frase: "eu quero meus anéis". Os médicos foram chamados e dona Margot, depois de sedada, foi conduzida ao hospital, onde passou por várias cirurgias. Após poucos dias, não suportando o sofrimento, veio a falecer. Nas investigações policiais, o pequeno sobrinho figurava como principal suspeito, já que sumira por ocasião do ocorrido. Após 15 dias de busca, a polícia conseguiu encontrá-lo, esmolando pelas ruas do centro da cidade. As suspeitas tornaram-se fato quando o menino confessou ter matado a tia. Não ficaram dúvidas da sua culpa, pois o mesmo levou a polícia até o local onde escondera a arma do crime: um pequeno machado com o qual executara o brutal ataque. Em seus depoimentos, somente um fato ficou sem ser esclarecido: onde teriam ido parar os dedos e anéis da senhora Margot? Quando questionado, simplesmente respondia que os havia perdido. Considerado insano, foi conduzido para tratamento psicológico em um manicômio, de onde teria conseguido fugir para nunca mais ser encontrado.

      Ouvindo o relato desses acontecimentos foi que consegui entender e concordar com as palavras ditas pela minha mãe há trinta anos: "é uma história muito triste para se contar a uma criança". Os adultos partilhavam a opinião de que um crime tão bárbaro, praticado por uma criança, deveria ficar em segredo. Tinham medo que, de certa forma, fôssemos afetados ou influenciados por ele. Foi preciso passar todo esse tempo para, finalmente, conseguir resolver um velho mistério. Porém, nesse exato momento, pego-me pensativo e convicto de que tal revelação não passa da ponta do fio de um grande novelo que, novamente instigado pelo meu espírito juvenil e curioso, sinto necessidade de desenrolar. Com as palavras da minha mãe, depois de tantos anos esquecidos, inúmeros detalhes voltam à minha mente: a frase ouvida no casarão, a chave do portão, a pequena caixa conduzida para a casa 666 pela tia do Aluado, a mudança súbita no meio da noite, a aquisição dos dois imóveis pelo mesmo comprador. Sinto que preciso passar naquela igreja e, quem sabe, fazer algumas perguntas. Acho que, aos 42 anos, não corro mais o risco de ser surrado pela minha mãe

A Galeria de Henri Beauchamp



            Se você entrar nesse pequeno e sujo bar em Paris, e se o bartender correto estiver atrás do balcão naquela noite, você pode ser capaz de ver uma galeria muito exclusiva que mostra os trabalhos perdidos de certo Henri Beauchamp. Mas, para poder entrar, você deve provar que é um devoto do artista.

            Você será perguntado, de forma clara e em um inglês perfeito “O que você gostaria de tomar nessa noite gloriosa?”. Responda “Absinto”, não importa o que aconteça. Qualquer outra bebida, de uísque até água, irá lhe matar enquanto você dorme.

            
A próxima pergunta vai ser sobre o tipo, e você DEVE responder uma de duas coisas: “Aquilo que o próprio Homem não suportaria tomar” ou “Aquele bom. O melhor de todos.”. Se você pedir qualquer outro absinto, de qualquer outra maneira, você será amaldiçoado com pesadelos por treze dias. O sonho de cada noite vai ser pior que o anterior, até que, no décimo terceiro sonho, se pesadelo irá lhe seguir, em cada momento de sua vida desperta ou adormecida.

            Não tente enganar o barman: A porta está trancada atrás de você. Você deve tomar o que ele lhe der, amaldiçoado ou não. Aquele homem tão poderoso ter lhe dado audiência deve ser suficiente. Além disso, ouvi dizer que até os agonizantes elogiam seus drinques em seus momentos finais.

            Se você veio até então sem selar o seu destino, o bartender irá dizer “Tenha certeza de que você tome cuidado com isto; é o melhor que eu tenho” Daí em diante, você pode fazer uma de duas coisas: Diga palavra por palavra “Eu superestimei minha força, e eu lhe desejo uma boa sorte”. Se o barman aceitar, você pode sair pela porta pela qual entrou, ileso e com nada ganho ou perdido (com a exceção do tempo que passou lá dentro).

            Ou você pode continuar.

            Será-lhe dado um copo sete faces de aro, com cada lado torcendo sempre tão delicadamente em torno da bacia até formar uma alça elegante e simples. Você também receberá uma muito, muito, muito especial colher de absinto, na forma de uma chave; os buracos no topo da chave servem como o ponto de drenagem para o álcool se derramar sobre o cubo de açúcar. E, claro, uma garrafa sem marcas, há muito tempo despojada de seu rótulo, pedaços de papel pregados ao lado, coberta com a podridão de décadas passadas.

            A colher é totalmente plana, mas tem dois lados distintos: um com um sulco ao longo do eixo da chave, e um sem. Vire o eixo, para que o sulco esteja de cabeça para baixo. Se você tentar isso com o sulco para cima, seu absinto vai ter um gosto horrível, seu nariz vai queimar, e seus olhos irão murchar em suas órbitas com horrores inimagináveis que não pertencem a este mundo.

            Agora, se sua colhear está posicionada do jeito correto, comece a prepar o absinto como o faria normalmente. (Coloque o cubo e açúcar na colher e derrame o álcool sobre ele para que ganhe sua cor e suas “qualidades especiais”).

            Diga “Saúde!” ao seu amigo, o barman, e o vire de uma vez só. Se não o fizer, o absinto vai queimar cada entranha que tocar com o poder e a dor do ácido sulfúrico.

            Se você fez tudo certo, as já fracas luzes vão se apagar, e as trevas consumirão o bar. Não tenho medo; as trevas são o sinal de que você foi admitido na exposição. Espere em meio à escuridão, e fique silencioso como os mortos, para que o bartender não resolva torná-lo um.

            Eventualmente (não demora muito, só uns dois ou três minutos), um holofote verde vai brilhar intensamente em uma porta na parede distante do bar. O bar será banhado em verde, e não apenas do projetor. Pequenas esferas luminescentes gentilmente passar pela sala, eo barman não estará mais lá ... Nem qualquer outra pessoa despretensiosa lá dentro antes.

            Não há perigo a partir desse ponto... O considere um ponto seguro. Se você não terminou o absinto, você não precisa, mas talvez precise do álcool. De qualquer jeito, pegue a colher e a coloque na fechadura do portal iluminado em verde. Irá se encaixar perfeitamente, e chegar até o fim da fechadura com um clique ressoante.

            Lá dentro há um pequeno elevador, com a mulher mais linda que os olhos mortais podem imaginar, banhada em luz verde com tal ângulo que a luz reflete atrás dela na forma de duas asas.

            A Fada Verde em pessoa irá lhe perguntar “Vai subir?”, e considerando tudo pelo que você acabou de passar, só faria sentido dizer que sim.

            Agora, você tem mais um obstáculo para passar. Ela irá lhe perguntar, enquanto você atravessa a linha entre o bar e o compartimento, “Como você compararia o surrealismo de Beauchamp ao de, podemos dizer, René Magritte?”. Para sua resposta, você deve dizer “Eu vim para ver mais do que arte essa noite.

            Se você não responder assim, o holofote verde vai se apagar, as portas irão se trancar, e o elevador vai descer por uma negrura aparentemente infinita, antes que uma luz vermelha comece a brilhar cada vez mais enquanto o elevador se aproxima das profundezas do inferno.

            Agora , se o seu elevador começar a subir, a luz verde também irá desaparecer, mas em seu lugar estará o brilho frio da lua. Mas, antes mesmo que você a reconheça, o elevador vai atingir o topo de seu... Bem, vamos chamar de eixo para que não fique muito intrincado.

            Não estou tão certo sobre isso como estou do restante, mas eu ouvi que se a Fada Verde beijar sua bochecha enquanto ela sai do elevador, você sempre será abençoado com inspiração e criatividade: uma musa permanente e sempre mutável. Você não pode pedir a ela, você não pode beijá-la; ela deve fazer isso por sua própria vontade. Se não... Bem, nada, mas não a razão para fazer isso de qualquer jeito e enfurecer a mulher que é responsável por manter as pinturas de Beauchamp seguras por tanto tempo.

            Você vai entrar, do elevador, em um salão da virada do século, com um grande poster de Henri Beauchamp no lado esquerdo da parede oposta; do direito está uma porta.

            Tomar algum tempo para ler o pôster é uma idéia razoavelmente boa, já que explica a importância de Mounsieur Beauchamp. Veja bem, ele era um surrealista nos anos 1920, sempre tentando fazer uma arte livre de qualquer tipo de premeditação, e conseguiu fazê-lo. Depois de uma noite em um pequeno e sujo bar em Paris, ele começou a pintar... Padrões.

            Primeiro eram padrões geométricos. Depois fractais completos. E então imagens que estariam nos jornais no dia seguinte. Depois na semana seguinte. Cinquenta anos no futuro. Cem anos no futuro. Duzentos anos no passado...

            Então, na última noite de sua vida, ele raptou três garotas de suas casas à noite, assassinou-as, e pintou suas últimas obras primas em vermelhos e amarelos com o sangue e a bíle das virgens.

            Ele cometeu suicídio imediatamente depois de ter pintado 13 delas.

            Elas estão atrás da porta.

            As primeiras seis, à esquerda, mostram, numa ordem da esquerda para a direita: A gênese do unvierso, a única forma verdadeira de Deus como visto pelos olhos do homem, a verdadeira imagem de Jesus Cristo, as nuvens do Paraíso se alastrando, todos os Papas do primeiro até faces ainda não reconhecíveis, e um retrato da aparência de Jesus em sua segunda vinda.

            As outras seis, à esquerda, mostram, da direita para a esquerda: o cataclismo do universo, a única visão verdadeira de Satã que pode ser vista aos olhos humanos, a verdadeira imagem de Judas, as chamas do Inferno se alastrando, todos os demônios encarnados em humanos do primeiro até faces ainda não reconhecíveis, e um retrato do Anticristo em sua vinda.

            Agora, seis e seis fazem doze. E sobre a décima-terceira?

            A décima terceira pintura está virada ao contrário, sua imagem encarando a parede. O espaço em torno dela é amarrado acima em um diâmetro muito grande, e sob a imagem invertida há um sinal, em três línguas. No topo há as escrituras dos Serafins, na última linha as runas das maiores ordens demoníacas, e no meio em letras romanas. Todos dizem:

NÃO

TOQUE

            Como o beijo, não posso dizer essa parte com muita certeza, mas ao mesmo tempo... Eu ouvi que, de alguma forma, enquanto morria, Beauchamp esfolou sua pele, seus órgãos, sua própria alma em alguma forma de colagem. Como ele usou seu próprio corpo para criar uma obra-prima tão terrível, eu nunca poderia dizer, nem me arriscaria a tanto.

            Então... Se você conseguir, talvez você consiga virar a pintura e me dizer como é, algum dia? Você pode me contar sob
re ela enquanto tomamos um drinque.
Espero que gostem.Flw's

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Postal 2 novas armas

  Há algum tempo eu postei sobre o jogo postal 2.Violento,controverso,o melhor game na minha opinião.Hoje trago uma série de vídeos com novas armas para deixar o game mais gore.




Atualizando o blog o máximo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Música suicída

Rola na net a muito tempo uma sinfonia antiga que dizem que pelos seus acordes,gera suicídio.
Realmente é uma música depressiva,mas nada muito sério.Mas fazer o quê?minha vida é uma merda,o mundo não precisa de mim e...BRINKS.

sábado, 20 de agosto de 2011

Obedece a la morsa

Obedece a la morsa é um vídeo que rola a um certo tempo na internet.é um vídeo bem perturbador de um coisa(deve ser humano) andando em direção a câmera enquanto rola uma música bem tosca.
Atualizando o blog o máximo possível.FlW's

Killer Instinct

E aí galera beleza?Fiquei um tempo sem postar pelo trabalho,escola,etc...Mas hoje trago um post sobre um game que todos nós já devemos ter jogado.Killer Instinct.
A história de Killer Instinct começa num passado distante, onde ocorre no mundo uma guerra de proporções titânicas. Dois lordes da guerra travavam uma batalha terrível entre si, onde muitas pessoas eram mortas, exércitos eram destroçados e o mundo era colocado a prêmio. Decididos a acabar com isso, um grupo de heróis enfrenta bravamente os dois lordes inimigos, e criam um feitiço que sela os dois titãs no limbo. Temporariamente, a paz voltou a reinar. Do passado, passamos a um futuro caótico e não tão distante da nossa era. A poluição tomou conta do meio ambiente, os governos caíram; agora o mundo é controlado por mega-corporações que se enfrentam e se destróem pelas riquezas do planeta.
Nesse contexto, sobressai-se uma mega-corporação: Ultratech. Ao invés de entrar em conflitos diretos com outras corporações, a Ultratechse mantém vendendo armas avançadas para as corporações se destruírem. Mas a Ultratech não domina o mundo apenas através da venda de armas, mas também através da mídia: sua divisão de entretenimento produz o maior fenômeno televisivo do planeta: o torneio Killer Instinct, que ainda serve como campo de testes para as armas da Ultratech. Nesse torneio, promete-se aos vencedores tudo o que eles quiserem, mas nem sempre garante que a promessa será cumprida. Enquanto os perdedores sofrem um destino cruel nas mãos da empresa.
Na minha opinião,é melhor do que o mestre Mortal Kombat.Ele conta com combos,finishers e até as clássicas e violentas finalizações.Vale a pena.
Blog em mudanças,acessem!!

Nunca enterrompa uma piada, antes de terminar.

Acho que muitos aqui já sabem o que é um poltergeist, é um fantasma que prende peças nos outros no meio da noite, fazendo coisas cairem e ruidos estranhos.
Que os poltergeist são fantasmas meio que palhaços, o objetivo é fazer uma "piadinha de mal gosto" com você, a questão aqui é: até onde vai essas piadinhas?





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