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sexta-feira, 30 de março de 2012

A Lenda de Julie Legare




Em algum momento de 1800, uma menina estava visitando sua família em Edisto Island, na Carolina do Sul. Enquanto estava lá, a menina ficou doente, tinha pego malária ou alguma outra doença fatal da época. Ela morreu pouco tempo após ficar doente, e como antigamente achavam que doenças eram possíveis ser transmitidas através dos mortos, um caixão foi construído as pressas e ela foi enterrada no túmulo da família Legare.

Anos depois, outro morte aconteceu, e o Mausoléu (uma pequenas cabanas de concreto que eram feitas para depositar caixões de famílias inteiras) foi reaberta para colocarem um novo caixão. Para o choque dos presentes, um esqueleto caiu na frente deles. Aparentemente, a menina que tinha sido enterrada anos antes estava apenas em coma, e quando acordou, lutou do seu jeito para sair do seu frágil caixão, mas estava fraca demais para que pudesse mover a porta de concreto do Mausoléu. Marcas de arranhões cobriam toda a porta mostrando o pânico que estava antes de morrer, presa. O mausoléu ainda existe, mas agora, sem porta.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Cry Babe Lane

Em 28 de outubro do ano de 2000, a Nickelodeon lançou um filme de terror feito somente para televisão, chamado Cry Baby Lane. O filme só foi ao ar uma vez, e desde então tem sido desmentido pela rede. Acabou ficando na obscuridade e quase desaparecendo por completo desde seu lançamento original.

Eu não podia analisar este filme porque nunca havia o assistido, e tenho certeza que existiam pouquíssimas pessoas que haviam o feito, e ainda menos pessoas que conseguiam lembrar em detalhes. Me deparei com isso no site Reddit a um tempo atrás e achei tudo muito fascinante; esta não era somente uma simples Creepypasta ou qualquer coisa... Este era um filme real que foi exibido, documentado e considerado muito perturbador para as crianças depois de reclamações em massa por pais preocupados logo após seu lançamento. O filme conseguiu seu objetivo, que era imitar o sucesso da série da Nickelodeon “Clube do Terror”, que eu pessoalmente achava que havia alguns episódios muito assustadores e perturbadores para seu publico alvo.

Dirigido por Peter Lauer, Cry Baby Lane segue a história de Andrew e seu irmão mais novo Carl, que adoram ouvir histórias de fantasmas contadas por um empresário local. Certa noite, o empresário os narra o conto sobre um fazendeiro, cuja esposa havia dado luz à gêmeas siamesas. Com o passar do tempo uma das gêmeas revelou uma natureza bondosa, mas a outra era claramente maligna. Certo dia, por medo dos atos que as gêmeas praticavam, ele as trancafia em seu próprio quarto, e eventualmente as duas morrem vítimas de uma doença. O fazendeiro então serra as gêmeas ao meio, enterrando a gêmea bondosa em um cemitério e a maligna em uma cova rasa próxima à casa. Ao ouvirem essa história os dois irmãos decidem fazer um ritual espiritual para chamar a gêmea bondosa, mas acabam acidentalmente invocando a gêmea maligna, que acaba por possuir praticamente todas as pessoas da cidade.

Logo de início os pais acharam, por motivos óbvios, que os temas abordados nesse filme eram um tanto quanto “pesados” para crianças. Pouco tempo depois foram descobertas imagens perturbadoras que estariam “teoricamente” inseridas no filme. Tirando isso, ninguém nunca encontrou mais nada relacionado ao filme por um longo tempo, e com isso, ele fora considerado oficialmente como indisponível.

Contudo, finalmente os arqueólogos da televisão terão algumas respostas. Uma década após o nascimento desta lenda urbana, a garota conhecida em fóruns da internet pelo nick de “firesaladpeach” postou no YouTube o tenebroso filme. Sim, ela teve a audácia de gravá-lo em uma fita de VHS e agora conseguiu divulgar este mito pelos quatro cantos da web. Infelizmente, o filme já fora removido do Youtube por infringir direitos autorais da Viacom, mas no meio tempo já fora disponibilizado para download por diversos sites de hospedagem. Você pode baixa-lo no link abaixo:


Vale lembrar que algumas pessoas afirmam que o filme que circula na internet é a versão “amenizada”. O filme original que foi exibido na TV permanece desaparecido.

Algumas imagens do filme:







domingo, 25 de março de 2012

O Caso Real de Jean Grenier - O Lobisomem da França


Olá caros(as) leitores(as), aqui vai mais um dos casos bem bizarros na qual o Estranho Universo já está acostumado a arquivar. Dessa vez, é sobre um ''lobisomem''. 
Esse caso aconteceu há séculos atrás e embora tenha sido algo muito antigo, dizem que realmente aconteceu. Conheçam o caso de Jean Grenier:


Em 1604 Jean Grenier, um garoto francês de 13 anos foi acusado de ser um lobisomem. Ele alegou que um misterioso homem, o "senhor da floresta", havia lhe dado uma pele de lobo magica e uma pomada que o transformou em um lobo. Por três anos ele correu sobre a floresta como um lobisomem.

Jean Grenier admitiu comer mais de 50 crianças. Ele tinha um desejo por carne humana crua e disse que as meninas eram mais deliciosas. Quando estava com muita fome ele atacava até mesmo uma multidão de pessoas.

Passando por uma aldeia ele encontrou um bebê dormindo em uma casa vazia. Jean não poderia resistir a uma refeição tão suculenta e como ninguém estava por perto ele arrastou a criança de seu berço. Ele a levou para a floresta e compartilhou os restos sangrentos com um lobo de verdade que se juntara a ele mais tarde.

Outra criança teve mais sorte. Ela estava brincando na borda de uma madeira quando Jean o atacou de repente. O lobisomem saltou de um matagal e, lançando-se para o menino o derrubou no chão, em direção a sua garganta.O menino teria sido dilacerado, se os seus gritos não fossem ouvidos pelo seu tio, que estava nas proximidades.

O tio do menino correu gritando para Jean "Eu vou pegar você agora". Eventualmente, ele conseguiu vencer, e colocou o homem lobo para correr com seu bastão pesado.


Uma tarde, três meninas saíram de casa para cuidar de suas ovelhas e encontraram Jean a espreita em algumas dunas de areia. Sua estranha aparência era assustadora. Ele era magro e sujo, vestido apenas com trapos. Seus cabelos formaram emaranhados, suas unhas e dentes eram como os de um animal em vez de um menino e seus olhos estavam selvagens e ferozes. A filha mais velha perguntou por que sua pele era tão escura. Jean respondeu porque ele era um lobisomem e quando no anoitecer ele iria comê-las. As três meninas imediatamente fugiram em terror.

Jean Grenier estava orgulhoso de suas aventuras como um lobisomem e gabou-se para uma menina chamada Marguerite Poirier. Ela contou aos pais que tinha medo de Jean, mas eles achavam pouco caso de suas histórias, até que um dia ela foi atacada.

Marguerite disse que um animal selvagem, como um lobo, mas com a pele vermelha e uma cauda comprida, pulou em cima dela. Ele rasgou suas roupas com suas presas, mas ela conseguiu fugir. A besta era tão assustadora que Margarite correu para casa o mais rápido possível.

O ataque a Marguerite resultou na prisão de Jean Grenier e julgamento perante o parlamento de Bordeaux. Jean alegou que ele era um lobisomem e confessou que havia assassinado e comido pessoas.


Suas contas dos ataques eram os mesmos que os das testemunhas e vitimas. Merguerite era a única pessoa que achava que ele havia se transformado em um lobo quando a atacou, mas não havia dúvida de que ele era um canibal assassino. Dois médicos foram chamados e disseram que Jean estava sofrendo de licantropia.

O juiz pensava Jean era tão burro e idiota que qualquer criança com metade de sua idade era mais inteligente que ele. A Rumores que devido de feitiçaria ele acabou mudando de condenação e condenou Jean a passar o resto de sua vida em um mosteiro em Bordeaux.

Depois de ter sido levado para lá, Jean ainda se comportava como um animal, correndo por todos os 4 cantos do mosteiro e comendo qualquer carne crua que ele pudesse encontrar. O juiz visitou Jean sete anos mais tarde e o encontrou menos selvagem, mas afirmando ainda ter sido um lobisomem.


          - Edielson AP - 




© Forget The Fear

Habitantes de um vilarejo desaparecem misteriosamente


Olá pessoal, hoje trago a vocês uma história/lenda sobre um vilarejo no Canadá na qual todos os seus habitantes desapareceram misteriosamente. Leiam o intrigante caso: 

Dos muitos relatos existentes de desaparecimentos sem explicações no mundo todo, um se destaca, pois não foi apenas uma pessoa, mas sim todos os moradores de um vilarejo que tinha mais de dois mil habitantes.

Essa história ocorreu em 1930, quando Joe Labelle, um caçador de animais, chegou a um vilarejo que ficava perto do lago canadense conhecido como Angikuni.

Conforme se aproximava do local, ele notou que um silêncio incomum pairava no ar. Assim que entrou na vila, Joe encontrou uma fogueira na qual algo estava cozinhado em uma panela, porém não havia ninguém por perto e o que estava na panela, já havia a muito tempo passado do ponto.
Percebendo que algo estava errado, Labelle andou por todo o local com a esperança de encontrar alguma pessoa. Mas infelizmente ele não viu nenhum vivente, nem mesmo dentro das residências.


Vendo que a população toda do local sumira, Joe correu para o telégrafo local e mandou uma mensagem de socorro para as autoridades. Poucas horas depois a Real Polícia Montada do Canadá chegava ao vilarejo para tentar descobrir o motivo desse desparecimento em massa.

Porém as investigações, em vez de esclarecer o caso, acabaram trazendo ainda mais mistérios. Pois os cachorros dos moradores foram encontrados todos mortos de fome e cobertos por uma grande camada de gelo, além disso, os túmulos do cemitério local haviam sido mexidos, pois os restos mortais de todos simplesmente sumiram.

Os cães mortos provavam que os moradores não haviam simplesmente abandonado o lugar, pois sem eles e sem os trenós é impossível se locomover na região. E a profanação dos túmulos é algo bastante estranho, não é normal que o povo esquimó faça isso, além do mais com as temperaturas locais era inviável abrir os túmulos, pois o gelo estava muito duro.


Assim, até os dias de hoje, esse misterioso sumiço em massa intriga as autoridades, afinal jamais uma explicação no mínimo plausível foi apresentada e nenhuma pista dos moradores foi encontrada. Fazendo com que esse acontecimento, que ocorreu na beira do Lago Angikuni, seja um dos mistérios mais incríveis que se tem relato.


        - Edielson AP -




© Minilua

Castelo de Glamis


A Escócia é um país de Reis, Rainhas, Condes e de todo o tipo de nobres, o que faz com que o lugar todo seja cheio de belos Castelos, alguns esquecido, mas outros são famosos e admirados. Um dos que é sempre lembrado por todos é o Castelo de Glamis, lugar de histórias, nobres e lendas.
Tudo começou no Século VIII, quando um influente homem religioso viajou da Irlanda até Glamis e acabou morrendo lá em meio a uma de suas pregações. Por ser um país de um povo muito religioso, o Rei mandou que um pequeno Castelo fosse construído no lugar, para abrigar alguns nobres que às vezes iam até lá caçar e também homenagear o falecido religioso.


Por volta do ano de 1264, o Castelo deixou de ser apenas um refúgio de nobres e passou a ser um Thaneage, ou seja, agora o senhor do lugar tinha poder sobre toda região e neste caso o comando ficou com a família Strathmore.
Durante muito tempo o Castelo foi um lugar pacato e tranquilo, mas depois que o próprio diabo apareceu lá as coisas ficaram estranhas e o lugar jamais foi o mesmo:

Jogando cartas com o demônio

Certa vez o Conde Beardie foi passar alguns dias no Castelo para descansar. E como era de costume foi bem acolhido pela família Strathmore, mas em uma noite ele pediu a todos os presentes para que lhe acompanhassem em um jogo de cartas, porém ninguém aceitou, afinal era um dia religioso e jogos eram proibidos nessa data.
Beardie, que já tinha bebido mais do que devia, ficou bravo com todo mundo e gritou para todos ouvirem:

- Se ninguém pode me acompanhar em um simples jogo de carta, eu vou jogar com o Diabo!

Ninguém deu muita atenção ao bêbado, mas poucos minutos depois alguém bateu a porta do Castelo. Era um homem vestido de preto e com capuz sobre o rosto, ele dizia que estava ali para jogar cartas com o Conde…


Sem pensar duas vezes Beardie mandou o encapuzado entrar e foi jogar em um das salas do lugar.
As pessoas que ficaram de fora relataram terem ouvido gritos e maldições serem profanadas no lugar. A curiosidade foi tanta que um dos empregados resolveu dar uma espiada no que acontecia. E no segundo em que colocou o olho na fechadura um raio de luz o cegou. Ninguém mais quis saber o que estava acontecendo lá dentro.
No fim da noite o homem de preto foi embora e dizem que levou a alma de Conde Beardie, que a perdera no jogo. Até hoje quando se chega perto da maldita sala pode-se ouvir barulho de dados e o conde gritando…

A Bruxa

Dentro do Castelo existe uma pequena capela, utilizada às vezes por pessoas que querem rezar um missa ou apenas refletir, mas nela há um lugar que sempre fica vago, onde ninguém pode sentar, pois aquele é o assento de Janet Douglas, uma das esposas do sexto Lorde Strathmore.
Dizem que ela foi empalada e queimada sob a acusação de bruxaria, algo que ela jamais praticou, mesmo assim queimou enquanto gritava maldições contra seus acusadores, dizendo que voltaria para leva-los.
O décimo quarto Conde de Glamis foi o primeiro a avistar Janet depois de ela ter sido queimada. Ele contou a todos, que em uma noite caminhava pelo pátio do lugar, quando viu uma mulher em uma das janelas, olhando as estrelas. Vendo isso ele se aproximou e no momento em que ia abrir sua boca para chama-la, ela simplesmente evaporou no ar. Após isso, os relatos de uma mulher cinza vagando pelo castelo tornaram-se comuns. Muito visitante dizem ouvir alguém gritando quando passam perto da capela e fala-se que se alguém entrar na capela sem nenhuma luz e sentar-se, a Dama de Cinza aparece sentada em seu lugar, rezando por sua própria alma perdida.

O Monstro de Glamis


Em 21 de Outubro de 1821, nascia no castelo Thomas Bowes-Lyon, filho de George Bowes-Lyon e Charlotte Grimstead, mas o que era para ser um motivo de festa para a família se tornou uma maldição.
Conta-se que Thomas nasceu deformado e sem face. Por isso a notícia de que ele morreu logo após nascer se espalhou pela região. Mas dizem que na verdade o menino estava vivo, contudo seus pais não queriam revelar aquela aberração ao mundo. O que deixou as suspeitas ainda maiores foi o fato do garoto não ter uma sepultura no mesmo lugar onde todos seus antepassados foram enterrados.
A lenda local fala que Thomas viveu por muitos anos dentro de um quarto isolado do Castelo e que depois de sua morte o lugar foi emparedado, assim seu corpo apodreceu e ficou lá dentro para sempre. Contudo a sala jamais foi encontrada, tanto que um dia algum hospede do lugar resolveram achar o lugar.
Eles andaram por todo o castelo, pendurando toalhas em todas as janelas e quando foram na rua para ver quais delas não estavam marcadas, depararam-se com algo estranho. Muitas janelas não tinham toalhas…

Muitas lendas e histórias estranhas envolvem o Castelo de Glamis e certamente ele guarda mistérios que jamais poderão ser explicados.


          - Edielson AP-



Homem acredita ser perseguido por aliens

               

Radivoje Lajic é um homem que acredita ser perseguido por aliens, ele anda tão preocupado que reforçou sua casa, não dorme mais em dias de chuva e anda sempre com medo da morte. Você pode achar que ele é louco ou paranoico, mas depois de ler sua história verá que Lajic não tem nada de maluco.
A probabilidade de alguém ser atingido por um meteoro é uma em bilhões, ou seja, praticamente impossível. Mas Radivoje já foi atingido incríveis cinco vezes por pedras que vieram do espaço. Todas às vezes ele leva as pedras até um laboratório de uma faculdade e fica provado que elas vieram do espaço.
"Os aliens estão me atacando ou brincando comigo, eu não sei o que querem. Mal consigo dormir."Declarou Lajic. Que acredita serem Et’s a única explicação para ele andar sofrendo com os meteoros.


Os meteoros começaram a lhe atingir no ano passado, desde então ele foi acertado cinco vezes, curiosamente as pedras espaciais só caem em dias de tempestade. Alguns cientistas estão estudando o caso, para tentar descobrir o que está acontecendo com o azarado homem. 
Não é a primeira vez na história que alguém é atingido por algum meteoro, mas foram casos isolados, separados por anos e em lugares diferentes no mundo. Por esse motivo esse caso se torna tão excêntrico e único. As probabilidades disso são tão pequenas, que não acreditar que os aliens andam sacaneando Lajic é quase impossível. Talvez ele não seja maluco e sim seja um homem a frente do seu tempo.


         - Edielson AP -




© Minilua

sábado, 24 de março de 2012

Google Street View virou caso de polícia no Brasil

O Brasil é um lugar do planeta onde todas as maluquices podem acontecer, não existe nada que o povo não invente ou não faça, por isso todos os dias grandes pérolas surgem por aqui. Uma que chamou a atenção de muitos foi à denúncia do carro Street View. Ao contrário do que você pode estar pensado, o carro do Google não foi pego infringindo alguma lei ou algo do gênero. Na verdade os moradores de Aracruz, ES, chamaram a polícia, pois um veículo estranho estava andando pelas ruas da cidade.
Rapidamente a polícia foi até o local e chegando lá deu de cara com um veículo “muito suspeito”… O Carro do Street View do Google, que tranquilamente tirava fotos das ruas do município.
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Para piorar, algumas pessoas ainda ligaram com medo de que o veículo tivesse ligação com o caso do “ET de Aracruz”, que aconteceu no passado, mas virou piada.
Agora, imagine a notícia que poderia sair desse caso: “Carro alienígena é aprendido pela Polícia.” E dois dias depois: “Polícia libera suposto carro alienígena, por faltas de provas que o Google é extraterrestre.”
Parece que a inclusão digital, ainda não chegou em todos os lugares do pais…

© Minilua

Mulher flagra fantasmas fazendo sexo

Todo dia um novo casal é flagrado fazendo sexo em público, mas dessa vez a celebridade em foco é bem diferente de todas as outras registradas. E se já não nos bastasse os flagras feitos de “pessoas vivas”, agora também nos deparamos com imagens de fantasmas em momentos íntimos.

O lugar que eles escolheram para se exibir foi a casa de uma americana, Dianne Carlisle, em Ohio nos EUA, e ao presenciar o ato a mulher tentou assimilar o fantasma a sua irmã que já morreu.
Ainda não se sabe a veracidade do relato da moradora, mas segundo David Jones, pesquisador da Fox, se o caso for mesmo comprovado poderá contribuir e muito para os estudos paranormais, e ele ainda afirmou que “Isso nunca foi reportado antes. Seria interessante saber mais sobre a casa e a irmã falecida de Dianne”.
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E você gostaria de passar um dia nessa casa, e saber mais sobre esse suposto casal de fantasmas?

© Minilua

sexta-feira, 23 de março de 2012

Meu mundo perfeito, destruído

Já apresentei as Horrible Troll Pastas, agora está na hora de apresentar a sua "irmã", Troll Pasta. Como introdução, deixo claro que elas não são como as Horrible Troll Pastas que apenas classificá-las como nonsenses já não é suficiente para defini-las. Mesmo assim, elas ainda podem não agradar alguns, pois no final geralmente podem "estragar o clima" de terror.

A intenção de uma Troll Pasta é chocar ou causar o efeito "mindfuck" no leitor. Elas se apresentam de várias maneiras e possuem vários tipos de andamentos diferentes: algumas introduzem uma história aparentemente normal e sem que o leitor se dê conta, a reviravolta da história choca ele.

Outro tipo de Troll Pasta é a que deixa implícito o que acontece com os personagens ou então deixam para o leitor a tarefa de encontrar o que há de errado na história.

Ao mesmo tempo que podem ser muito boas, podem ser muito ruins. De qualquer modo, vamos a um exemplo de Troll pasta: Meu mundo perfeito, destruído.

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DIA 0

Só se passaram algumas semanas desde que eu deixei a minha terra natal. Que bom que finalmente me livrei daquele lugar. Já se fazem anos desde que eu consegui o meu doutorado. Em minha terra natal, porem, não me deparei com nada, exceto decepções de meus colegas e meu governo. Usando toda a experiência que obtive durante todos esses anos estudando engenharia e robótica, eu secretamente construí minha própria nave. Demorou um tempo, mas finalmente terminei-a. Fui embora hoje de meu continente para uma ilha muito maior e inabitada, bem longe da minha nação.

Eu tive que apagar tudo aquilo que o meu corrupto e injusto governo chamavam de progresso. Afinal, este é o mesmo governo que foi o culpado pela morte de minha prima favorita há anos atrás, quando ela pegou uma doença terminal. Este foi o mesmo governo que prendeu o meu avô, nessa época trabalhando muito duro, tentando achar uma cura para a doença fatal dela. Eu sempre quis usar os meus dons para o bem da humanidade, mas mesmo assim eu descobrira, enquanto crescera, que a cultura de minha terra natal não me deixaria. Foi por isso mesmo que eu fui embora, bem longe para alguma ilha ainda não descoberta, numa tentativa de apagar toda a minha nação de minha mente. Espero poder criar uma ilha onde a corrupção e a tristeza não existam. Eu sei que isto pode não ser totalmente possível, mais eu preciso tentar.

Chegarei à minha nova terra pela manhã. Agora preciso descansar.

DIA 1

Eu fui adiante para explorar a ilha. Não há pessoas aqui, mas há uma miríade de fauna. Os animais pareciam ser versões anãs daqueles que se encontravam em minha terra natal. A maioria deles, mesmo aqueles que são considerados selvagens e territoriais, como os ursos e as morsas, têm se mostrado simpáticos e sociáveis para mim. Eu devo ter o cuidado de protegê-los e preservar um ambiente seguro para eles, enquanto construo o meu novo país. Coisas de tal natureza devem ser protegidas, afinal de contas.

Durante minha visita na ilha, eu me deparei com as ruínas de uma antiga e extinta cultura. Aparentemente, eles tinham habitavam a ilha antes, mas não havia nenhum vestígio de seu povo. No centro da estrutura, eu encontrei um grupo de relíquias sobre pedestais. Medo de perturbá-los, eu fiz um teste para determinar a sua composição, na esperança de que aquilo me daria algumas pistas sobre a cultura que morara ali anteriormente. As relíquias pareciam estar emitindo uma grande quantidade de energia. Uma máquina seria facilmente capaz de aproveitá-las como fonte de energia. Com medo de que, se eu fosse ou estivesse sendo seguido pelo meu governo elas cairiam em mãos erradas, eu removi todas as seis relíquias das ruínas. Ao fazer isso, eu acidentalmente reativei o sistema de segurança da estrutura arcaica: uma série de armadilhas que dependem de um fluxo de lava correndo debaixo da terra para ambas a fonte de energia e seu poder de fogo. Como eles queriam que elas estivessem bem protegidas, os nativos obviamente perceberam o poder guardado nessas relíquias.

Terei que desativá-lo mais tarde, depois que eu colocar tudo em ordem. Agora, para poder construir o meu país, devo manter esses animais seguros, assim como as relíquias também. Isso está se tornando mais problemática do que eu inicialmente imaginava, mas eu sinto que vou superar. Todo problema tem uma solução, afinal de contas. Amanhã, eu começarei a construção.

DIA 2

Comecei a construção hoje. A fim de manter os animais fora de perigo, tenho desenvolvido vários sistemas de proteção suspensas. O modelo inicial era uma estrutura de cápsula, que foi projetada para abrigar inúmeros animais de uma só vez, embora o número ainda seja limitado. Afinal, eu não queria que eles ficassem todos presos em um espaço muito apertado onde poderiam se ferir involuntariamente enquanto estivessem inconscientes. Depois de encher alguns modelos que eu ainda tinha, descobri que havia um grande excesso da população. Não querendo que eles fossem feridos pelos robôs que eu havia construído para ajudar com a construção, tive que criar um jeito de abrigar os animais em excesso. Então, eu criei cápsulas portáteis suspensas, e acrescentei-lhes o funcionamento interno de meus robôs trabalhadores. Assim, não haverá confusão e nem animais feridos na hora da construção.

Isso irá abrigá-los e mantê-los seguros. Os animais estarão completamente inconscientes o tempo todo, assim quando todos os problemas forem colocados em ordem, eles irão acordar como se tivessem simplesmente dormido a noite inteira. Mais um problema resolvido.

Já para as relíquias, eu coloquei-as em locais seguros espalhados pela ilha. Cada uma delas está escondida em uma estação de realidade virtual que eu programei como uma barreira. A física sobrenatural e a gravidade em mudança constante no programa tornariam impossível para que alguém roubasse as relíquias lá dentro. Já que eu sou o único que pode desativar os programas, eu também sou o único que pode chegar até eles. Eles estarão seguros, por enquanto. Agora eu posso seguir em frente com a construção de minha nação.

DIA 17

Eu estabeleci a minha base de operações no centro da ilha. Está meio incompleta no momento, mas no momento, o mais importante é configurar o resto da primeira ilha. Os robôs fizeram ir a construção seguir adiante muito mais rápido. Eu já criei uma cidade e uma estrada. Ao menos, minha capital já está terminada.

Deparei-me com uma série de ruínas soterradas e um lago subterrâneo ao construir ambos. Eu construí tudo sobre eles com todo o cuidado para não destruir toda a estrutura. Enviei vários dos meus robôs para dentro das ruínas para investigá-las. Com sorte, eles vão retornar com dados valiosos sobre os primeiros donos da ilha.

Eu tomei a decisão de preservar a costa da ilha do jeito que está. Foi muito difícil eu modificar toda essa beleza natural. Enviei alguns dos meus robôs lá para monitorar a área e manter a atenção à todos os visitantes. Afinal, eu não quero turistas ou funcionários do governo interferindo em meus planos.

Eu continuo me esquecendo de desativar as armadilhas nas ruínas que eu encontrei no meu primeiro dia aqui. Os dias continuam a passar cada vez mais rapidos, eu suponho. Terei que cuidar dele mais tarde.

DIA 18

Os robôs que eu enviei para costa da ilha me alertaram sobre um grave problema nas primeiras horas da manhã. As imagens enviadas por eles pareciam ser de algum tipo de besta. Era diferente de qualquer criatura que eu já havia encontrado. Estou certo de que os zoólogos no continente teriam declarado que aquilo era uma nova espécie de animal. Apesar da intriga inspirada pela criatura, os relatórios indicaram que ele estava atacando, e pior, destruindo meus robôs. Os animais alojados nas cápsulas de suspensão interna dos robôs provavelmente morreriam por causa do choque do processo de animação sendo interrompida inesperadamente. Eu tinha que fazer alguma coisa.

Eu deixei minha base e fui para minha nave, armado, mas não à procura de uma luta. Otimistamente, pensei que talvez este animal simplesmente tivesse se perdido no meio da ilha, e estava reagindo desta forma por medo. Eu esperava poder acalmar a criatura com a minha chegada, e colocá-lo em um gabinete para descansar como os outros animais. E como eu estava errado... Quando cheguei à costa, vi a criatura do alto, atacando a cápsula suspensa que eu havia feito para a área costeira. Desci com a minha nave, e chamei a criatura, em uma tentativa de argumentar com e/ou acalmá-lo.

À primeira vista, a criatura virou-se e pulou em direção ao meu veículo. Desviei do caminho e ativei as armas eu havia instalado, na esperança de dominá-la. Tal tentativa se provou fútil. Ele era muito rápido, tão rápido que eu não consegui dar nenhum golpe nele, e antes que eu percebesse, ele havia tirado e destruído as armas de minha nave. Eu não tinha escolha, a não ser recuar.

Eu voei de volta para a minha base em minha nave; preocupado com a destruição que esse monstro caótico poderia trazer para meu novo lar. Enquanto partia, eu me virei para trás, somente para ver a besta destruindo a capsula. Os animais que eu tinha protegido com segurança saíram convulsionando para fora dos destroços, caindo e mortos logo em seguida. Meu coração se despencou com aquela visão. Eu tenho que fazer alguma coisa para acabar com este monstro.

DIA 19

Os zangões robóticos que eu liberei seguiram a rota da criatura. Ela foi atravessando as ruínas acima do solo, desde meu último relatório. Pelo que eu posso dizer, o monstro está se dirigindo para a cidade que eu recentemente terminei de construir. A capital de meu novo país está inteira por somente três dias, e já está sob ameaça de ataque. Além do mais, ele parece ter encontrado e desativado o dispositivo de segurança no litoral e roubado a relíquia lá dentro. Além de feroz, parece que a criatura é inteligente também. Tolamente, eu havia colocado uma cápsula nos arredores das ruínas, pensando que era seguro. Senti que deveria ir e recuperá-lo antes que a criatura pudesse destruí-la e prejudicar os animais lá dentro.

Eu equipei minha nave com um lança-chamas, esperando que esta besta destrutiva não pudesse sobreviver ao fogo. Quando cheguei, mais uma vez, ele mostrou-se rápido demais para que eu conseguisse acertá-lo. Ele rapidamente arrancou o lança-chamas de minha nave, como uma faca na manteiga. Eu tive que fugir de novo. Eu temo que tenha que bloquear o seu progresso na cidade em si. Vamos só esperar que o meu plano funcione.

DIA 20

Toda a segurança que eu adicionei na cidade ainda assim não conseguiu manter a criatura longe. A maioria dos robôs que eu havia enviado para lá foram destruídos. Minha tentativa de atacar pessoalmente a criatura falhou novamente. Fugi, na esperança de encontrar outro lugar para a enfrentá-lo, e mais tarde recebi relatórios de que ele havia mergulhado nas ruínas subterrâneas e destruído todos os robôs eu tinha colocado lá em baixo.

Tentei construir uma barreira em uma parte do lago subterrâneo para inundar as ruínas e afogar o monstro. Eu pensei que poderia sufocá-lo desta maneira, mas minha tentativa falhou. Eu suspeito que a criatura possa ter aumentado a capacidade pulmonar, já que ele conseguiu escapar muito depois das ruínas serem completamente inundadas. Parecia determinado a destruir cada parte da tecnologia que eu instalei nessa ilha.

Menos de uma hora depois, ele estava atacando os robôs que eu havia deixado monitorando a estrada. Tentei derrotá-lo novamente, mas falhei. Nada que eu faça, nenhuma arma que eu use irá parar esta besta. Voltei para a minha base.

Todos os meus robôs de fora da base foram destruídos. A besta também conseguiu encontrar e desativar cada um de meus sistemas de proteção; agora ele também tem todas as relíquias em sua posse. Está planejando algo. Tudo o que sei é que ele me quer fora da jogada.

DIA 21

Eu não dormi. A criatura invadiu os portões da frente da base em pleno anoitecer. Cada robô e máquina em seu caminho foram brutalmente destruídos. Eu fiquei desesperado e abri um alçapão que havia construído em conjunto com as ruínas abaixo da base. Consegui derrubar o demônio para dentro dele e fechei-o, enquanto me escondia atrás de um campo de força.

Achei que finalmente estava seguro naquele momento, já que não parecia haver nenhum sinal de que ele retornaria do alçapão. Para esfriar minha cabeça, retornei para o meu laboratório para tentar trabalhar em uma prensa hidráulica de grande escala que eu vinha trabalhando já fazia tempo para me ajudar a fabricar os meus robôs. Foi então que a criatura saiu do chão e começou a atacar a máquina. Aparentemente, não havia mais como matá-lo.

Ele destruiu a maquina inteira antes mesmo que eu pudesse piscar. Eu fugi do laboratório e sai correndo pelo corredor para tentar chegar à escotilha de lançamento e pegar a nave com que eu havia voado para a ilha. Eu podia ver a besta em perseguição. Consegui pular para dentro da nave e decolar a tempo, voando para fora do penhasco com vista para toda a ilha abaixo. Eu pensei que estava seguro, mas então depois parecia que algo havia atingido a parte traseira da nave. As máquinas pegaram fogo e explodiram em chamas. Virei-me para dar uma ultima olhada na escotilha de lançamento, e vi a besta ali, sorrindo com uma satisfação grotesca de que havia assegurado a minha morte.

Enquanto eu caia diretamente nas rochas abaixo em um manto de chamas, eu assegurei-me de que iria sobreviver. Iria fazer deste mundo minha utopia, mesmo que isso me matasse. Foi então que, pela primeira vez na minha vida, eu senti desprezo por outro ser vivo. Esta besta, sem motivo algum, destruiu todo meu trabalho duro e arriscou a vida dessas criaturas inocentes. Aquilo com certeza haviam ganhado meu ódio profundo. Eu o odiava com toda certeza do mundo, tão certamente como o fato de que o meu nome é Dr. Ivo Robotnik; eu ODEIO aquele ouriço!

quinta-feira, 22 de março de 2012

US Creepypasta: Siga em frente

   Eaí povo? Beleza?
   A algum tempo surgiu a nossa campanha, a US Creepypasta, que vem dando certo, PARA NOSSA ALEGRIA!. Essa creepypasta chegou em meu e-mail, no caso, envie a sua também para augustovictor666@gmail.com e participe. Essa creepy e realmente muito foda, não chega a ser uma Horrible Troll Pasta, como já disse blockman, mas tem realmente um final épico.Enfim, ENJOY! ^^


Eu fui depositado nesse mundo com uma brusquidão normalmente reservado para os recém-nascidos, e assim como eles, minha primeira visão do mundo foi o suficiente para me causar choros profundos. Tentei recuar, na esperança de voltar para o nada de que eu tinha vindo, mas encontrei-me congelado, meu corpo não era mais meu; eu só era capaz de olhar com horror para o mundo em que agora me encontrava.

Tijolos e blocos rachados formavam uma estrada sem fim diante de mim, enquanto uma massa muito escura e vazia se encontrava as minhas costas, o lugar de onde eu tinha vindo. Pedras e blocos de madeira flutuavam aqui e ali, como se estivessem congelados após serem arrancados do chão por algum tipo de explosão. Tubos enormes complementavam esta estreita e vazia estrada, e havia vários buracos ao longo do caminho, revelando algumas quedas obscuras aparentemente sem fim.

Porém, não foi esta paisagem sobrenatural que me encheu de horror. Enquanto ela rangia e cansava as forças de minha consciência... Os objetos sutis e observadores faziam com que meu corpo sem controle congelasse de medo. Em todos os lugares, rostos semi-percebidos riam-se de mim; os tijolos, o chão, as nuvens. Vários olhos, sem vida, mas brilhando com uma maliciosa e predatória cautela, pareciam me observar, aparentemente se camuflando quando aproximados por mim.

Conformado com a escuridão constante atrás de mim, eu forçava meus membros a irem pra frente, cada tentativa com um mínimo resultado. Mantive meus olhos fixos à minha frente, vendo apenas o próximo passo, a próxima pedra, nunca olhando para as ilhas de tijolo, flutuando acima de mim, nem para os rostos zombeteiros rindo de minha situação.

Apenas alguns passos a frente de minha jornada, eu congelei, quase recuando pra trás e batendo na parede invisível, ao invés de dar outro passo. Onde antes não havia nada, exceto pela estrada em ruínas, havia agora um outro viajante... Ele cambaleava em minha direção, arrastando-se sob seu próprio peso podre, e minúsculas botas pretas arrastavam-no lentamente ao longo da estrada. Dois olhos vazios e nervosos boiavam em sua massa inchada corporal, fixados em mim com o foco cego de uma mente estranha demais para minha compreensão.

Eu fiquei lá, congelado e sem entender enquanto ele lentamente caminhava em minha direção, seu corpo chiado pouco maior do que o de uma criança. Seus olhos brilhantes estavam fixos em mim, e suas pequenas botas se aproximavam lentamente. Eu não podia me mover. Recuar resultaria apenas na minha eventual captura pelo monstro, mas avançar significaria atravessá-lo, e só o pensamento de tocar naquela... coisa...

A decisão foi tomada por mim, por que a coisa já estava muito próxima, e eu estava preparado para esta ação. Ao horror ou raiva, eu pulei pra frente, gritando sem sentido, e atingi aquele corpo inchado. Eu chutei e pisei nele, esmagando a carne flácida e muito macia debaixo de meus pés, soluçando em horror enquanto sentia sua carne me tocar, e em seguida derreter, apodrecendo ao nada em questão de segundos, mas deixando uma memória tão imunda em minha mente que eu sabia que sentiria todo o peso mais tarde, encharcado contra mim muito tempo depois do doce frio do além.

Depois disso, eu corri. Eu corri e amaldiçoei qualquer destino que havia me trazido até aqui e apagado minha memória, minha vida, e deixado apenas uma estrada: a estrada eterna. Eu teria chorado, teria me amarrado e me jogado em um desses buracos sem fim que havia espalhados por partes da estrada, mas fui obrigado a continuar... Minhas pernas continuavam em um ritmo espasmódico que me impulsionou sobre os tijolos em ruínas e saltando sobre os buracos, apesar de eu querer secretamente cair em suas profundezas e acabar com a estrada, com os rostos, comigo.

Enquanto eu corria e pulava, cheguei a um desses grossos e retorcidos tubos que pontilhavam a paisagem claustrofóbica. Pensei em dar uma olhada por um momento, a curiosidade lutando para superar meu desejo quase maníaco de me livrar deste lugar, mas ao ouvir alguns barulhos estranhos e borbulhantes, juntamente com um profundo pulso baixo vindo do interior desses tubos gigantes, decidi deixar minha curiosidade de lado, e então passei reto do tubo. Assim que sai de lá, senti uma corrente repentina de ar atrás de mim, seguido de um estalo estranhamente abafado, como se barras de ferro envolvidas em algodão tivessem sido colocadas atrás de mim. Eu não me virei, apenas usando isso para galvanizar ainda mais minha caminhada sem fim, ignorando tudo enquanto desaparecia atrás de mim.

Muito à frente, avistei uma escada longa e brilhante, levando a um caminho acima de mim, e além dela o que parecia ser uma pequena casa feita dos próprios tijolos em ruínas, assim como a estrada. Enquanto temia o que poderia estar lá dentro, a idéia de outra pessoa, outra pessoa com a qual eu poderia compartilhar este lugar horrível, me encheu com um grande raio de esperança. Então corri desesperadamente, os olhos fixos na tal escada, e disparei a toda velocidade por cima do buraco. Foi na metade do caminho entre o abismo e a escada que eu vi a coisa me esperando do outro lado.

Era uma paródia retorcida de algum tipo de réptil. Sua face alongada enchia-se com um tom de ameaça, e sua boca bocejava em antecipação do meu chegar ao outro lado, suas bordas irregulares afiadas brilhando como quem estivesse pronto pra atacar. Seu corpo estava equilibrado sobre duas minúsculas e disformes pernas, e ele tinha uma concha de carne dura e quebradiça, que envolvia todo seu tronco bulboso. Dois membros atrofiados se esticaram através de sua concha, revestido em crescimentos fibrosos, e ele lentamente se aproximava de mim.

Eu gritei desesperado, tentando em vão voltar para a borda mais distante, mas já era tarde demais, e meus esforços foram suficientes para fazer com que eu perdesse meu equilíbrio, batendo na parede ao lado do buraco, a coisa acima de mim gritando em frustração enquanto eu caia. Caindo, e caindo, girando em direção a escuridão sem fim, senti a escuridão consumir todo meu corpo. No entanto, segundos antes do vazio poder me fornecer seu consolo final, de repente eu me lembrei...

Estradas intermináveis​​, lagos de fogo, túmulos em ruínas cheias de ossos podres de animais, formas nebulosas de luzes brilhantes seguindo em direção a escuridão, redes flutuantes de madeira antiga que vagueavam em um céu quente, tudo voltou para mim em um rápido momento: a lembrança de onde eu estava, o que eu havia feito, e sabendo que aquilo iria continuar.

Eu não sei por quanto tempo já fiz isso, nem o que fiz para merecer isso.

Só que devo caminhar nesta estrada.

Para sempre.


Seven Deadly Squarepants


Tenho sido um fã de Bob Esponja Calça Quadrada há anos, e acho que a profundidade dos personagens é uma das coisas que realmente faz com que esse desenho dê certo. Desde que ouvi o Sr. Lawrence dizer (em um comentário em áudio no DVD da 1 ª Temporada) que Stephen Hillenburg baseou os 7 personagens principais nos 7 pecados capitais, eu não pude deixar de ser muito fascinado por isso. Finalmente acho que eu descobri qual personagem é cada um:

1. Preguiça [Patrick] - Preguiça é o pecado da preguiça, ou falta de vontade para agir. Obviamente este é o Patrick. Ele vive debaixo de uma pedra o tempo todo e realmente não faz nada. Na verdade, no episódio "O Grande Fracassado Cor de Rosa (2º Temporada)", ele ganhou um prêmio por não fazer absolutamente nada durante mais tempo.

2. Ira [Lula Molusco] – A ira se envolve em sentimentos de ódio e raiva. Lula Molusco odeia a sua vida, odeia principalmente o Bob Esponja, e é basicamente zangado com tudo o tempo todo.

3. Avareza [Sr. Siriguejo] - Obviamente, o Sr. Siriguejo é ganancioso e desejoso por dinheiro. Como o velho Siriguejo não poderia representar a Avareza? Ele até cantou sobre o poder da cobiça em "Á Venda (4º temporada)".

4. Inveja [Plankton] - Plankton tem inveja do Sr. Siriguejo, porque o Siri Cascudo é um sucesso enquanto o Balde de Lixo é um fracasso. Sua inveja leva-o a tentar roubar a fórmula secreta do Siri Cascudo toda vez.

5. Gula [Gary] - Eu acho este aqui realmente muito engraçado. Você já percebeu a piada recorrente no desenho, onde eles dizem "Não se esqueça de alimentar o Gary" ou que o Bob diz: "Eu tenho que ir dar comida pro Gary". Gary até mesmo fugiu de casa, naquele episódio em que o Bob Esponja se esqueceu de alimentá-lo. A gula normalmente se refere ao excesso de comida, então eu suponho que este se encaixe muito bem nele.

6. Soberba [Sandy] - Sandy tem um excesso de orgulho em quem ela é e de onde ela vem. Ela se orgulha do fato de que veio do Texas, e gosta de ter certeza com que todo mundo saiba disso. Ela também se orgulha muito do fato de ser um mamífero e uma criatura da terra, como foi mostrado no episódio "Pressão (2º temporada)", onde ela tenta provar que criaturas terrestres são melhores do que as criaturas marinhas.

7. Luxuria [Bob Esponja] - Ok, eu sei o que você está pensando. Parece um pouco estranho e curioso no começo, mas eu pensei muito para chegar a essa conclusão, e não foi a toa. Luxuria, em uma definição mais correta, significa "amor excessivo dos outros". Eu acho que isso se encaixa melhor no Bob Esponja. Ele mostra seu amor excessivo pelos outros com suas formas exageradas de fazer o bem e ajudar as pessoas. Se alguma coisa é realmente verdade sobre o Bob Esponja, é que ele ama todos ao seu redor, mesmo que eles não exatamente retornem todo o seu amor.

Então foi isso que deduzi. Eu não sei o que ninguém pensa sobre isso. Ah, a propósito, tente não analisar demais os desenhos, especialmente Bob Esponja. Eu realmente acho que as pessoas que trabalham no desenho tentam ser inconsistentes de propósito... Apenas para serem engraçados.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hiper Realismo

Outro tipo de creepypasta que apresento: as Horrible Troll Pastas (sem tradução livre...). Vocês devem estar se perguntando: "mas que raios é isso?". Mas é exatamente isso que essas creepypastas querem que o leitor pense.

Existem poucas dessa modalidade que acabam atingindo o "status" de Horrible Troll Pasta. Isso justificaria o porquê de ter tão poucas por aí.

São chamadas de horríveis porque é uma das características delas. A melhor descrição de pastas dessa categoria são "de tão idiotas, acabam geniais". Esta que posto aqui é um tanto que curiosa e famosinha entre os gringos.

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Numa manhã hiper-realista, eu abri meus olhos hiper-realistas depois de ter um pesadelo hiper-realista, apenas para descobrir que meus lençóis hiper-realistas haviam sido arrancados de minha cama hiper-realista e espalhados meu quarto hiper-realista. Decidi, com meu cérebro hiper-realista, saltar para fora da minha cama hiper-realista para encontrar a causa disto, apenas para descobrir que, quando meus pés hiper-realistas tocaram o tapete hiper-realista, tudo estava úmido. Olhando para baixo com os meus olhos hiper-realistas, eu vi que o chão hiper-realista estava coberto de sangue hiper-realista. Eu abri minha boca hiper-realista para gritar, mas ao invés disso, comecei a vomitar sangue hiper-realista, e meus olhos hiper-realistas ficaram cheios de lagrimas de sangue hiper-realistas. Devido a uma perda massiva de sangue hiper-realista, eu morri, e depois, um esqueleto hiper-realista apareceu na minha frente, usando um chapéu amarelo hiper-realista.


Este era o homem hiper-realista que estava assombrando meus sonhos hiper-realistas durante meu sono hiper-realista, antes que eu hiper-realisticamente acordasse

quinta-feira, 15 de março de 2012

Os Super Campeões - Episódio final

Olá leitores! Hoje trago mais uma creepypasta, dessa vez da categoria "teoria". A característica de creepypastas desse gênero seriam principalmente elaborar novas visões de seriados, animações ou então apenas conceitos do dia-a-dia (como o significado da estática na TV) e fazer com que o leitor creia no que leu. Creepypastas dessa categoria geralmente deixam dúvidas no ar quanto o quão reais são, mas a mais famosa desse gênero é Ash's Coma.

Enfim, a creepypasta que resolvi postar fala sobre um dos animes que marcou a infância de muitos, acredito. Os Super Campeões (ou Captain Tsubasa no Japão)

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Dizem que foi exibido no Japão, apenas uma vez, o capítulo final do
famoso anime Captain Tsubasa, conhecido aqui no Brasil como OS
SUPER-CAMPEÕES.
Por aqui o Anime foi exibido pela Tv manchete e pela Rede-tv.

O final desta história foi tão dramático que causou histeria coletiva
em milhares de crianças nipônicas, levando muitos a ficarem chocados
e na pior das hipóteses, se tornarem depressivos.

O tema central deste episódio tem como base os eventos que acontecem
no primeiro capítulo desta série - intitulado "O grande sonho" - onde
vemos Oliver, o protagonista da série, ser salvo por pouco de ser
atropelado por um caminhão, devido a estar segurando uma bola de
futebol que serve como "escudo". Assim, a bola torna-se "sua grande
amiga", motivando-o a se tornar o melhor jogador de sua geração.

Oficialmente, o anime termina com Oliver disputando o jogo final da
Copa do Mundo: Brasil x Japão, defendendo o time de seu país. Algo
perfeitamente possível dentro da história. No último episódio
transmitido apenas na tv japonesa, depois de Oliver fazer o gol
decisivo, que dá a vitória ao seu país, ele acorda em um hospital
dizendo a sua mãe que ele tinha ganhado a Copa do Mundo (Como em
alguns episódios da série em que Oliver Tsubasa sonha estar ganhando
jogos, enquanto fica desacordado na sala de emergência). Depois disso,
uma imagem mostra Oliver pulando de felicidade, mas o detalhe é que
ele não tem as pernas e ainda é uma criança no primeiro episódio. Ele
havia ficado em coma após o acidente, e acordado seis meses depois.
Tudo o que aconteceu após o acidente do primeiro episódio foi apenas
uma realidade imaginada por Oliver, motivado por histórias contadas
por seus país durante o coma. Foi tudo um "grande sonho".


É uma situação que dá muito o que pensar.

Também existe uma teoria que diz que este capítulo, apesar de exibido
apenas uma vez, era a ideia original do roteiro. A hipótese é
reforçada pelo título de outros episódios da série: ‘Soccer is My
Dream’ (futebol é o meu sonho), 'Gol Dream' (O gol sonhado), ‘The
Dream of Tsubasa’ (Sonho de Oliver). Além disso, um fã da série criou
um blog que reforça a teoria:

"Para entender o final, são necessárias algumas explicações: Oliver
foi atropelado pelo caminhão de mudanças do primeiro episódio. Nos
esboços do mangá, o acidente causa um dano irreparável para a parte
inferior da sua coluna. Acontece que quando Yoichi Takahashi (criador
da série) apresentou o projeto para a revista Shonen Jump Captain
Tsubasa (editora japonesa, que publica mangás), os editores não
gostaram dessa situação, e todos os detalhes que remetessem a situação
do atropelamento foram censurados. Depois do acidente, com apenas 5
anos, Oliver é levado para o hospital onde ele passa 6 meses em coma
ao lado se sua mãe. O médico responsável pela reabilitação pediu para
a mãe do Oliver falar com seu filho sobre gostasse mais dele, para que
ele pudesse responder melhor ao tratamento. Então a mãe de Oliver,
sabendo que seu filho estava começando a gostar muito de futebol,
contou uma história onde ele é um grande jogador, com muitos amigos, e
formando uma equipe para conseguir vencer a Copa do mundo com o seu
país.

Assim, a mãe do protagonista criou uma grande história sobre futebol,
com valores e amizade, fazendo com que os sonhos dele durante o coma
fossem extremamente agradáveis. Oliver conseguiu, em sua mente,
realizar o seu maior sonho: ser o melhor jogador de futebol do futebol
no planeta ".

terça-feira, 13 de março de 2012

Centralia

A cidade de Centralia, localizada na Pensilvânia é conhecida por pouca gente, mas atrai bastante curiosidade, principalmente pela sua história e características que a tornam um tanto única.

Mas antes, uma breve apresentação da cidadezinha que está localizada na Pensilvânia e que possuía cerca de 2000 habitantes. A cidadezinha vivia da mineração, até um acidente ter acontecido e ter feito todo o carvão do subsolo queimar.

Com explosões, rachaduras e incêndios incontroláveis, os Estados Unidos tentaram conter as chamas até finalmente, só restar a alternativa de evacuar a cidade.

Atualmente ela só contém 10 habitantes e é coberta por um nevoeiro que vem das rachaduras que saem do subsolo, de onde o carvão está queimando.

Uma das histórias mais conhecidas e contadas sobre Centralia é a de um garoto de 11 anos estar caminhando na cidade até que um buraco se abriu por baixo de seus pés, o levando para baixo. O garoto foi salvo por um amigo que estava com ele. O garoto ainda comentou que quando estava caindo se sentia no inferno.

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Agora chego ao objetivo. Nevoeiro, rachaduras, buracos que obstruem ruas e uma cidade fantasma. Isso está se parecendo muito com Silent Hill!

Vai saber se a Konami não se inspirou na história de Centralia para a cidadezinha onde as pessoas são mandadas para "pagarem seus pecados"? O que importa é que Centralia é considerada um lugar perigoso, e qualquer um que passe por lá vai se deparar com placas como "Cuidado! Perigo de morte!".

A seguir, algumas fotos de Centralia. Alguém topa fazer um tour?



segunda-feira, 12 de março de 2012

- O Coveiro -


  Olá pessoal! Venho trazer a vocês mais uma creepypasta com o ''creepyaudio'' (digamos assim rs) que é um áudio de fundo que escolhi pra quem quiser ouvir com a creepypasta. 
  Sem mais delongas, vamos a história de hoje:



  Fiquei perplexo!... Em estado de choque!
Assim fiquei quando, certo dia, ao amanhecer, descobri que uma das sepulturas do meu cemitério havia sido violada. E o que mais me impressionou foi o fato de que o autor desse crime manteve relações sexuais com o cadáver.
Lutei para acreditar que não estava louco e, não obstante, não estava mesmo.
O cadáver era de uma mulher, apresentava já um estado de decomposição e exalava um odor insuportável. Encontrava-se completamente nua e com as pernas escancaradas. Havia gotas de sêmen que iam da vagina até a altura dos seios. Por um momento, fiquei ali imóvel, um sentimento de nojo e terror, acompanhado por um calafrio, gelou-me a espinha.
Retornei meio aturdido ao meu casebre, que ficava nos fundos do cemitério, peguei uma pá, pregos, martelo, uma corda e voltei ao local do crime.
Apanhei o cadáver gelado e podre, deitei-o no caixão com as mãos cruzadas sobre o peito e, em seguida, tampei-o. As travas haviam sido arrebentadas, por isso, tive que pregar a tampa por inteiro. Enrolei a corda ao meio do caixão e, com um grande esforço, conduzi o pesado volume até o fundo da cova e o enterrei.
Nesse mesmo dia não consegui fazer outra coisa, a não ser pensar no incidente que eu presenciara. Pensei em procurar ajuda policial, ou até mesmo comentar o acontecido com alguém, mas não o fiz porque, de certa forma, eu tinha um grande respeito pelos que já morreram e, também, tinha pavor a escândalos. Mas não sei como nem por que, eu sentia que esse não era o motivo certo pelo qual não procurei ajuda.

Por fim, achei melhor pôr um ponto final e esquecer esta história. Mas durante semanas não consegui me livrar da imagem da morta. À noite, acordava aterrorizado, banhado de suor, tinha a impressão de que, quando dormia, ela ficava a me vigiar, a velar o meu sono.
Isso quando não tinha a impressão de ouvir o eco de sua gargalhada demoníaca vindo da tumba a percorrer o caminho até o meu quarto.
Uma manhã, quando fui regar as flores dos túmulos, deparei-me com a mesma cena anterior. A sepultura de outra mulher havia sido violada e o cadáver, completamente nu e com as pernas escancaradas, havia sofrido abuso sexual. Novamente, apanhei a pá, martelo, pregos e voltei pensativo ao local. Enquanto colocava o cadáver podre no caixão, pensei:
“Esse indivíduo só pode ser alguém conhecido e que, também, conhece muito bem o cemitério”.
E não me enganei nos meus pensamentos. Ao depositar o corpo no caixão, percebi algo que parecia uma carteira, meio soterrada no montante de terra. Peguei-a, abri-a, e finalmente vi nos documentos quem era o necrófilo que mantinha relações sexuais com meus mortos.
Cornélio: este era o nome do elemento responsável por aquela profanação aterrorizante. Tratava-se de um mau caráter leviano e morava a dois quarteirões do cemitério. Mas é claro! Como eu não pensei nisso antes? Só poderia ser o maldito Cornélio. Eu o conhecia muito bem, exceto sua perversão sexual.
Confesso que fiquei um pouco surpreso, pois todos os vícios que se possam imaginar – ele tinha, mas sofrer de necrofilia, já era demais. Pus fim à minha tarefa, cobri com a tampa o caixão, preguei-a, envolvi a corda ao meio dele, conduzi-o até o fundo da cova e o enterrei. Peguei meus instrumentos de trabalho, a carteira de Cornélio e fui para casa.
Ao chegar, abri uma garrafa de rum, acendi um charuto e comecei a pensar comigo mesmo: “eu tenho agora em minhas mãos as provas para colocar o miserável na cadeia, sim, é isso mesmo que eu vou fazer”. A garrafa de rum já estava um pouco menos da metade quando resolvi, finalmente, ir até a polícia. De repente, hesitei, não sei explicar como, mas pensamentos macabros e sentimentos sombrios apoderaram-se do meu espírito. Dir-se-ia que eu agora era a perversidade em pessoa.
Decidi não ir até a polícia e comecei a premeditar um castigo terrível contra o Cornélio. Eu precisava acabar com aquele patife sem deixar nenhum rastro. Sabendo do seu fraco por excessos e de sua atração por cadáveres, resolvi atraí-lo para uma emboscada sem que ele suspeitasse. Verifiquei se tinha bebida alcoólica suficiente para executar o meu plano diabólico. Ah! Ah! Ah!...
Uma noite, por volta das vinte e duas horas, fui à casa dele, bati palmas, chamei-o e ele apareceu sem desconfiar de nada.
— Boa noite – disse eu. – Oh, meu bom amigo Cornélio, queira me perdoar por estar-lhe incomodando a esta hora da noite! Mas, é que já faz algum tempo que tento falar com o senhor e não consigo.
— Sim, em que posso ser útil? – Disse ele.
— Bem, eu achei sua carteira na calçada próxima ao cemitério e guardei-a em minha casa. Como não sabia que iria encontrá-lo, deixei-a lá. O senhor quer ter a bondade de acompanhar-me até a minha humilde residência?
— Mas, a essa hora senhor? – Indagou.
— Ora, vamos senhor Cornélio. É rapidinho, não me diga que está com medo dos mortos?
— Não, é claro que não, é que...
— Ora, vamos, não há o que temer, o cemitério é um lugar de paz, temos que ter medo dos vivos e não dos mortos.
E seguimos para o cemitério, um lugar onde pessoa nenhuma me visitava, principalmente, à noite. Passamos por um longo corredor entre os túmulos guiados por uma lamparina até chegarmos em casa. Em nenhum momento, Cornélio demonstrou preocupação e medo, ou desconfiou de nada.
Abri a porta, entramos, pedi que se sentasse e ficasse à vontade enquanto eu ia buscar sua carteira. Peguei a carteira de Cornélio, duas canecas, uma garrafa de rum, um tabuleiro de xadrez e voltei à sala onde ele me esperava.
— Aqui está sua carteira, senhor. – Disse eu.
— Obrigado – respondeu. – Bem, já é tarde, eu preciso ir embora.
— Não, - eu disse educadamente. Ainda é cedo, fique um pouco mais, eu sou um homem muito solitário e os mortos não me fazem companhia. Por favor, sente-se, tome um pouco de rum comigo e joguemos uma boa partida de xadrez, sim!
—Tudo bem, mas, sem demora.
— Perfeito, - sente-se.
Eram quase vinte e três horas. Cornélio havia ganhado duas partidas de xadrez e eu uma. Quando dizia que iria embora, eu encontrava meios de segurá-lo, empurrando mais rum no miserável, que já apresentava sinais de embriaguez.
— Não se vá ainda, amigo Cornélio. É muito cedo. O senhor já provou um vinho português da região de Colares ou um bom vinho espanhol?
— Não – ele respondeu, já com a língua meio enrolada.
— Só um instante, que eu vou buscar, - não demoro. Voltei com uma garrafa de colares e outra de xerez.
— Olhe, aqui estão dois dos melhores vinhos do mundo, “experimente”. Enchi a caneca do desgraçado até à borda e retornamos ao jogo de xadrez.
Os ponteiros do relógio já marcavam uma hora da madrugada, as garrafas de vinho estavam vazias e eu nem me lembrava mais quantas partidas tínhamos jogado. Cornélio já cambaleava de bêbado e não dizia coisa com coisa, ou melhor, poder-se-ia dizer que só o álcool falava.
— Amigo - disse eu por fim - que tal fecharmos a noite com chave de ouro?! Eu posso contar-lhe um segredo?
“Claro que pode”, - disse o meu amigo com a voz trêmula e a língua enrolada devido aos efeitos do álcool.
— Eu tenho verdadeira veneração em praticar sexo com cadáveres! Você acredita?
— Acredito! Sério mesmo?! – Disse ele com agradável surpresa. - Eu pensei que só eu tinha esse tipo de fantasia louca! - Disse ele.
— Não! Fique sabendo que eu também adoro! Que tal irmos praticar uma orgia, com um cadáver lá fora. O senhor aceita o meu convite? Hesitou por um momento, mas, aceitou logo em seguida. “- Sim, eu aceito, vamos lá”.
— Bem, então, deixe-me pegar alguns instrumentos de que preciso e já volto.
Fui ao quarto. Peguei uma pá, martelos, pregos, correntes, um cadeado, um pé-de-cabra, cordas e mais uma garrafa de rum, e voltei à sala. Enchi as duas canecas, peguei meus instrumentos de trabalho, a lamparina, passei a garrafa de rum para o Cornélio e segui à frente rumo ao cemitério.
— Olhe, - logo ali tem a sepultura de uma mulher que foi enterrada como indigente há pouco tempo, vamos até lá?! Disse eu.
Ao chegarmos ao local, eu disse:
— Sente-se aqui enquanto eu cavo.
E Cornélio sentou ao lado do túmulo, tragando o rum no gargalo da garrafa.
Eu, por fim, depositei a lamparina ao lado da cova e comecei a cavar. A terra estava fofa e creio que levei, aproximadamente, uns vinte minutos até o buraco ficar um pouco acima da minha testa.
“Ei amigo Cornélio!?” – gritei!
— Pode pular aqui e me ajudar a tirar o caixão da cova, por favor? Levantou-se cambaleando e entrou na cova. Seguramos o caixão de ponta a ponta pelas alças e suspendemo-lo até a beira do túmulo.
Saímos de dentro da cova e imediatamente peguei o pé-de-cabra e arrebentei as travas do caixão. Ao retirar a tampa, tiramos o corpo de dentro e o odor era insuportável.
O cadáver encontrava-se já em longo estado de decomposição, apresentava bolhas de pus em algumas partes do corpo e parte da carne podre grudava na mortalha. O corpo também estava murcho, ressecado, o que não me deixou dúvidas de que tinha um lugar de sobra para mais um ocupante no caixão.
E não me enganei nos meus cálculos: Cornélio era um homem pequeno, franzino e, com certeza, caberia lá dentro com um pouquinho de esforço.
Senti um profundo enjôo e vontade de vomitar, ao passo que Cornélio olhava o cadáver com desejo e fascinação.
— Você primeiro amigo Cornélio, enquanto eu descanso um pouco, - depois eu vou.
Cornélio passou-me a garrafa de rum e aproximou-se do cadáver. Despiu-a da cintura para baixo, escancarou as pernas dela, abriu o zíper de sua calça, deitou-se por cima da carne podre e penetrou-a.
Quando ele já estava no coito com o cadáver, - eu disse:
— Senhor Cornélio, eu sou um pouco tímido e reservado. Vou cobrir o caixão com a tampa para o senhor ficar mais à vontade (no intuito de dispersar a atenção dele).
Ah... pouco deu atenção ao que eu falei. Estava bêbado e excitado demais para perceber o terror e o perigo que encontrava-se à sua volta. “O homem é o único ser vivo que sabe que vai morrer, mas é lamentável que não sintamos quando a morte está bem próxima de nós”.
Enquanto ele gozava dos prazeres de sua necrofilia, apanhei o pé-de-cabra, segurando-o fixamente com ambas as mãos. Aproximei-me dele, sorrateiramente, e desferi-lhe um golpe certeiro na nuca, que abriu acompanhado por um estalo! Emitiu alguns gemidos: - Hã... Hã...Hã..., e calou-se.
Não sabia se o matara.
Com toda a calma possível, coloquei o cadáver de volta no caixão, depositei Cornélio por cima deste, peguei a tampa, cobri o caixão e fiquei sentado em cima, bebendo o restante do rum.
Apanhei o martelo e os pregos. Comecei a pregar a tampa do caixão. Certifiquei-me de que a tampa estava bem pregada, quando ouvi um gemido abafado vindo de dentro do caixão, mas não era um gemido de orgasmo ou de prazer. Era um gemido de terror misturado
Cheguei a sentir um desconforto ou remorso, mas não passou de um sentimento efêmero, pois logo meu espírito permaneceu sereno como a alma de um recém-nascido.
Eram quase duas horas da madrugada, eu estava cansado, mas precisava terminar a minha tarefa. Envolvi a corrente em volta do caixão e passei o cadeado porque queria ter certeza de que, se ele estivesse vivo, não poderia sair dali jamais.
Enrolei a corda ao meio do caixão, quando ouvi outro grito abafado emitido lá de dentro:
— Socorro... Tire-me daqui... – Eu lhe imploro!
Com um grande esforço fui descarregando o caixão até o fundo da cova. Peguei a pá e comecei a jogar terra no buraco e outra vez ouvi os gritos abafados de dentro do buraco, mas agora iam ficando mais distantes.
Quando joguei a última pá com terra no túmulo, fiquei plenamente satisfeito. Um denso nevoeiro cobria o cemitério, caía uma garoa fina e gélida. Tomei o último gole de rum, joguei uma coroa de rosas no túmulo, peguei meus instrumentos de trabalho, a lamparina e fui para casa dormir tranqüilamente.
E até hoje, sessenta anos depois, eu me encontro aqui, num abrigo para idosos, já no fim da vida e com este segredo guardado a sete palmos de terra. Ora, para quê procurar a polícia se eu podia punir o miserável à minha própria maneira!


       - Edielson AP -




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